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STARTUP no futuro

Novas empresas apresentam tecnologias avançadas para aplicação na segurança eletrônica e dão início à disruptura no mercado

Uma das maiores startups brasileiras é a Nubank, que gerencia serviços financeiros, e hoje vale mais de US$ 2 bilhões – um verdadeiro unicórnio. E os responsáveis pelo controle de acesso da empresa, com mais de 500 usuários e 8 pontos de acesso, é a Magikey, uma das oito star tups selecionadas para fazer parte do Comitê de Startups da ABESE.

A iniciativa da associação mostra seu compromisso em fomentar os novos modelos de negócio para o mercado, apostando em jovens empresas com tecnologia e inovação em seu DNA, representando o futuro da segurança eletrônica – que já está aqui. O sistema de controle de acesso desenvolvido pela empresa funciona por meio de um aplicativo utilizado com smartphones.

“O objetivo em mente é o de resolver problemas do mercado. Visualizamos uma grande oportunidade na popularização de tecnologias que antes estavam apenas acessíveis a quem possui grande capacidade de investimento”, afirma Raul Cardoso, um dos criadores do negócio.

Loopkey também está entre as escolhidas pela ABESE e atua no mesmo mercado, com uma plataforma de gestão e utilização de espaços e serviços, que transforma seu celular em uma chave gerenciável à distância . “Resolvemos os problemas de infraestrutura, integração e gestão que existe atualmente no controle de acesso. Desde o cadastro das pessoas até abrir sua porta, você só usa o celular. Nada mais de crachá, biometria, senha, coisas do passado. O futuro é o smartphone!”, declara.

UTILIDADE PÚBLICA

A otimização de processos não é a única aplicação de startups no mercado de segurança eletrônica. No caso da Zelo Protege, o foco é fornecer ao público uma solução que interfere diretamente em um ponto sensível de segurança. Dados da Polícia Militar apontam que 90% dos assaltos a casas e condomínios acontecem na entrada ou saída da garagem de residências, devido a lentidão de abertura e fechamento dos portões, cerca de 12 segundos.

O Zelo Smart Gate, equipamento instalado junto e em paralelo com os portões de garagem convencionais para prover proteção durante a entrada e saída de veículos, possuem um sistema de acionamento 100% automatizado, tela de alta resistência e um processo de abertura e fechamento de meio segundo.

“Os consumidores anseiam por produtos com valor agregado e de fácil utilização. Startups com ideias novas e produtos de fácil assimilação, são investimentos sólidos que devem chamar a atenção de investidores nos próximos anos”, afirma João Bernardo Costa, sócio-fundador da Zelo. Também pensando na prevenção de ocorrências, a Retina Vision se tornou a startup escolhida pela Porto Seguro para localizar veículos roubados, furtados e clonados na capital paulista.

“As soluções atuais de rastreamento ou são muito caras ou têm baixo desempenho. Nossas câmeras monitoram 50 mil veículos diariamente e identificam 1 carro roubado a cada 3 dias, em média. Um resultado surpreendente que nem mesmo nós esperávamos.”, diz Victor Miguez, CEO da empresa.

A inteligência desenvolvida pela empresa transforma câmeras CCTVs em equipamentos inteligentes utilizando visão computacional e IoT, capazes de identificar comportamentos suspeitos e rastrear veículos roubados. As câmeras são conectadas à internet via wi-fi ou 3G, armazenando todas as informações registradas sobre as placas dos veículos para uma central em nuvem.

“Enquanto a maioria das ferramentas no nosso segmento disponibiliza aos seus clientes apenas dados crus, como leituras de placas, nós vamos além, confrontando-os com bases de dados de interesse dos clientes e realizando análise. Assim, oferecemos informações muito relevantes como detecção de carros roubados e identificação de comportamento suspeito”, explica Miguez.

CIDADES INTEGRADAS

Uma das tendências do momento, gerada principalmente pela sensação de falta de segurança do cidadão comum, são os aplicativos de segurança colaborativa.

É assim que a plataforma da Rediseg é utilizada para integrar os 40 mil habitantes do bairro de Butiris, em Belo Horizonte, em pontos em pontos estratégicos de monitoramento na região, permitindo alertas para os perfis cadastrados e planos de armazenamento de dados na nuvem para casos de falha, roubo ou sabotagem do equipamento.

“Como os índices de criminalidade aumentam e os recursos do poder público diminui, o conceito de segurança colaborativa está sendo disseminado no país nos grandes centros as pessoas estão se unindo para aumentar a segurança de bairros e centros comerciais, acreditamos que nossa plataforma de segurança colaborativa irá acelerar este processo”, confia Bruno Mesquita, um dos criadores do produto.

O app Bairro Seguro tem vem cumprindo com eficiência esse papel, como conta Mario Verdi, um dos criadores. Com a lógica da adesão coletiva, os moradores viabilizam uma unidade de atendimento dedicada, para atuar de forma comunitária e preventiva. O tático fica localizado no bairro, atendendo chamados via aplicativo mobile, para acompanhamento de chegadas e saídas.

“Os bairros que já contam com o serviço apontaram redução de mais de 90% nas ocorrências de assalto a mão armada. O aplicativo roda sobre uma plataforma que oferece total controle sobre o SLA dos atendimentos e torna a operação autônoma para as empresas que os realizam”, explica Verdi.

PRATICIDADE À MÃO

Com a tendência de serviços sob demanda para atividades diárias, a segurança eletrônica ganhou seu próprio aplicativo para contratação de serviços técnicos de profissionais específicos para atender diretamente as empresas do mercado que, por sua vez, prestam serviços de instalação e manutenção a condomínios, residências e indústrias.

A ferramenta desenvolvida pela Tranpo exige apenas o preenchimento de uma ordem de serviço detalhando as necessidades e o orçamento, que são enviadas aos técnicos registrados no sistema da empresa. Todas as atividades do serviço são comunicadas por meio do aplicativo, permitindo que o contratante receba notificações de check-in, checkout, finalização e envio de imagens. “A gestão de equipes técnicas sempre foi um desafio complicado para empresas de diversos setores, e não seria diferente na segurança eletrônica.

Nós trazemos uma novíssima abordagem, em que uma plataforma dá acesso a diversos prestadores de serviço parceiros, num modelo que incentiva os prestadores a trabalharem melhor, e traz um ganho substancial de ef ic iência, flexibi lidade e qualidade”, afirma Edson Pacheco, fundador da startup.

Pacheco explica a razão do investimento nesta ferramenta tecnológica e aponta os possíveis próximos passos da empresa. “Sabemos que é um mercado que vai demandar cada vez mais técnicos, em função das substituições de mão-de-obra por sistemas inteligentes.

No curto prazo, percebemos um encaixe muito bom no nosso modelo para obras em locais remotos, usando equipes locais e eliminando o custo de deslocamento. Também estamos atentos ao crescimento do mercado de portarias remotas”, adianta.

 

“Os bairros que contam com o serviço [app de segurança colaborativa] apontaram redução de mais de 90% nas ocorrências de assalto à mão armada”

 

 

MOMENTO OPORTUNO

Para os fundadores das startups de segurança, o mercado está passando por uma fase positiva para investimentos das grandes e tradicionais empresas nas soluções inovadoras implantadas pelos novos empreendimentos.

“Com esse período de crise, muitos gestores buscaram na inovação soluções que pudessem agregar mais valor aos seus negócios com um custo mais enxuto e deu a oportunidade de várias empresas e startups apresentarem suas soluções”, pondera Ivo Frazão, criador da Audio Alerta, especializada em audiomonitoramento.

A inteligência artificial desenvolvida pela startup possibilita a identificação com precisão do que está ocorrendo no ambiente permitindo uma pronta-resposta adequada. Como no caso de disparos de armas de fogos, é possível determinar o calibre da arma.

Desde fevereiro de 2017, há 10 sensores da empresa instalados em parceria com a Secretaria de Defesa Social do Estado de Pernambuco – SDS/PE. Eles foram espalhados pela Grande Recife e funcionam int egr ados com o s i s t ema de videomonitoramento e centrais de operação.

Para Frazão, ainda há obstáculos a serem vencidos até consolidar o produto no mercado, mas a eficiência se comprova a cada implantação. “O mercado brasileiro é um desafio constante, sendo um cenário ideal para inovação e adoção de produtos inovadores”. Mario Verdi, da Bairro Seguro, aponta outro desafio para quem deseja investir em soluções tecnológicas para o mercado.

“A questão da interface com o setor público e também das leis, que acabam impedindo que algumas iniciativas saiam dos laboratórios e ganhem o mercado”, exemplifica. Ao mesmo tempo, Verdi lembra que o retorno deste investimento em inovação é muito rápido devido à demanda reprimida no mercado.

“Uma maioria esmagadora da população brasileira ainda não tem acesso a nenhum tipo de dispositivo ou serviço de segurança para sua própria proteção, o que é um fator extremamente relevante na avaliação do potencial de mercado de soluções voltadas à segurança”, avalia. Edson Pacheco, desenvolvedor da plataforma Tranpo, afirma que apesar de seu produto ser bem recebido no mercado, o caminho para chegar em grandes empresas não foi fácil.

Mas ele acredita que ainda assim, este é o momento de abertura para a tecnologia trazida pelas startups para a segurança eletrônica. “As novas tendências tecnológicas (AI, Big Data, IoT, robôs/drones, economia compartilhada) causarão uma disruptura no setor de segurança, reduzindo-se a dependência da mão de obra. Nesse contexto, teremos um aumento da segurança eletrônica”, justifica.

De acordo com ele, aí está a oportunidade de crescimento dos serviços de instalação e manutenção desses sistemas. Para Raul Cardoso, da Magikey, investir em uma startup de segurança eletrônica é a principal forma de modernizar o mercado – seja pelo desenvolvimento de tecnologias avançadas ou de novos modelos de negócio.

“O objetivo a se ter em mente é o de resolver problemas do mercado. Visualizamos uma grande oportunidade na popularização de tecnologias que antes estavam apenas acessíveis a quem possui grande capacidade de investimento”, pondera.

NOVOS RUMOS

Uma das novidades para estas startups que adentram agora o mercado de segurança eletrônica é o apoio da ABESE em suas iniciativas. Para muitas delas, o primeiro contato com possíveis clientes aconteceu durante a EXPOSEC 2018, quando fizeram parte da primeira Ilha de Startups da feira.

A participação no evento aconteceu como a primeira ação de apoio da entidade às empresas, que foram selecionadas em um longo processo de escolha, para fazer parte do Comitê de Startups da ABESE. “Essa oportunidade foi única para interagir com o mercado, apresentar nossa solução e abrir oportunidades de negócios e parcerias. Desde então, temos desenvolvido um trabalho para estar mais próximo da ABESE e encontrar oportunidades de fomentar a interação de seus associados com as startups associadas”, conta Ivo Frazão, da Audio Alerta.

O Comitê tem Edson Pacheco, da Tranpo, como um de seus idealizadores e atual coordenador e também busca trazer mais startups para da área de segurança eletrônica para integrarem a ABESE e entenderem a oportunidade de fazer parte de uma associação reconhecida pelo mercado.

“Estamos discutindo novas ações para os próximos meses”, adianta Pacheco. Para Pedro Salum, um dos idealizadores e fundadores da Loopkey, ter se associado à ABESE foi muito positivo. “Nossa experiência com associações nunca foi muito legal, era sempre mais para o lado deles do que para o nosso. E com a ABESE tem sido muito diferente.

De primeira, ao nos associarmos, garantimos o stand na EXPOSEC, o que nos abriu muitas oportunidades de negócio”, conta. De acordo João Bernardo Costa, da Zelo Protege, desde a entrada no Comitê de Startups, a empresa tem sentido maior convicção em suas decisões de negócios devido ao forte apoio da associação para que explorem o mercado. “O comitê é um sucesso e tende a crescer muito nos próximos anos.

Vamos ajudar as outras empresas inovadoras a saírem de suas limitações e ampliar sua visão para atender ao mercado nacional e até mesmo mundial”, conclui.

Fonte: https://abese.org.br/index.php/408-start-no-futuro

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