fbpx

A Plena.AI é uma startup formada somente por mulheres negras, que usa inteligência de dados para oferecer consultoria na área

Nos Estados Unidos, mulheres negras representam 2% de quem trabalha na área de ciência e engenharia. No Brasil, não há qualquer dado sobre o tema, consequência da desigualdade no mercado, que permanece predominantemente branco e masculino. A informação é do PretaLab, levantamento realizado pela organização social Olabi.

Porém, com barreiras, também surge resiliência. A Plena A.I, fundada por Samara Rodrigues, é uma startup formada somente por mulheres negras, que usa a inteligência de dados para ajudar empresas dos mais diversos segmentos na tomada de decisões. Juntas, a empresa de cinco mulheres pretende se transformar na “mais diversa do mundo na questão de tecnologia”. 

O nome “Plena” vem do latim “plenus”, que significa algo como “cheio, repleto, o que se apresenta em toda sua potência”, de acordo com o site Origem da Palavra. Em entrevista à EXAME, a CEO Samara Rodrigues conta que o significado alinhou perfeitamente com o nome feminino que ela buscava para sua startup.

A empresa, que teve seu início no segundo semestre de 2020, oferece soluções como: Marketing e Vendas, ajudando a mapear o comportamento do público de outras empresas de modo a deixar mais assertiva as recomendações de produtos e serviços; Risco e Conformidade, auxiliando na prevenção de ameaças e a implementar boas práticas de governança corporativa; Análise de Perfil, trabalhando no reconhecimento do histórico financeiro comportamental a fim de traçar as melhores linhas de crédito para o usuário.

Como todo negócio no mesmo ramo, os dados analisados englobam tudo imaginável. No caso de uma varejista, por exemplo, desde e-mails de promoções e cadastros até quanto tempo seu mouse fica em cima de um link são considerados por empresas como a Plena. 

Há um porém: a inteligência de dados é bem mais humana do que parece. Os algoritmos utilizados para criar o que a máquina identifica são as experiências, educação e pensamentos transmitidos através de quem desenvolve esse sistema. Se essa experiência não é diversa, os dados reproduzidos também não serão. “A Plena nasceu para preencher esse buraco nas empresas”, comenta Rodrigues.

Fonte: Revista EXAME, Por Laura Pancini, Publicado em: 01/04/2021 às 08h00 e Alterado em: 01/04/2021 às 15h28

Imagem: As mulheres da Plena A.I: Larissa Isabel, Samara Rodrigues, Lucimara Tejeda e Letícia Pereira (Plena A.I/Reprodução)