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Síndrome de Burnout e a promoção de saúde mental nas organizações

Por Fernanda Catalano e Yolanda Catalano Guerra

Atualmente, não é difícil perceber nas organizações pessoas emocionalmente abaladas. Se observado de perto, inclusive, é possível perceber a grande quantidade de profissionais que se utilizam de drogas ilícitas, álcool e até mesmo medicamentos tarjados. Além disso, há também o aumento de pessoas com a chamada Síndrome de Burnout. Antes de adentrarmos mais profundamente na tomada de ação das empresas, faz-se necessário, definir de maneira concisa o que de fato é tal síndrome, e qual a sua relação com o ambiente de trabalho.

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O que é a Síndrome de Burnout?

Embora seja sempre associada com a insatisfação do profissional frente à sua atuação no mercado de trabalho, não se deve resumir o Burnout somente a isso. Na verdade, atualmente há muitos estudos que englobam na síndrome, o papel da mulher como mãe, estudantes, adolescentes, entre outros.

Burnout, na tradução livre do português, significa “perder a energia”. Atribuindo à organização, o conceito se representa em que o trabalhador perde o sentido da sua relação com o trabalho, de forma que as coisas já não o importam mais e qualquer esforço lhe parece ser inútil

O Burnout, assim como outras disfunções está associada à exigência desmedida tanto da organização para com o trabalhador, bem como o indivíduo como a si mesmo. 

Para Maslach e Jackson (1981), a Síndrome de Burnout é definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto e excessivo com outros seres humanos, particularmente quando estes estão preocupados ou com problemas. Cuidar exige tensão emocional constante, atenção perene; grandes responsabilidades espreitam o profissional a cada gesto no trabalho. O trabalhador se envolve afetivamente com os seus clientes, se desgasta e, num extremo, desiste, não aguenta mais, entra em Burnout.

Deve-se atentar que a síndrome é entendida como um conceito multidimensional que abrange três componentes: exaustão emocional: os trabalhadores não conseguem oferecer mais de si no sentido afetivo, percebem o esgotamento da energia e os seus próprios recursos emocionais devido ao contato diário com problemas; despersonalização: desenvolvimento de atitudes negativas e cinismo frente aos clientes (ou àquele que o trabalho é destinado), endurecimento afetivo; falta de envolvimento pessoal no trabalho: a habilidade de relação com o trabalho é afetada.

A avaliação do profissional possuir ou não Burnout, se dá através de testes quantitativos aplicados por psicólogos, ou estudantes de psicologia com supervisão. Entretanto, deve-se retomar a questão central do presente texto: qual o papel da organização com relação à saúde do trabalhador, seja com relação à essa síndrome ou às outras adversidades anteriormente citadas?

Sobre saúde mental nas empresas.

O conceito de saúde mental nas empresas é algo relativamente novo. O que se percebe é que as empresas não possuem uma política de atuação na prevenção da saúde, isso porque questões que poderiam ser discutidas com a chefia são negligenciadas. É como se no espaço organizacional não ocorressem problemas referentes a identidade, medo, depressão, problemas de solidão, isolamento, hostilidade ou imaturidade advindo do cotidiano das pessoas

A questão central é que não se deve atribuir à empresa o papel de atendimentos clínicos ou efetuação de outros serviços que cabem ao indivíduo procurar com profissionais da área da saúde. Entretanto, a empresa também não pode deixar de se atentar à saúde de seus funcionários, porque além de comungar com um ato de humanidade mínima, a mesma não será afetada por desgastes dos trabalhadores que, por sua vez, afetará a própria organização, tornando-se um ciclo.

Desta forma, o papel da empresa nesses casos é o da Promoção de Saúde Mental, que nada mais é do que atuar promovendo palestras preventivas e/ou informativas sobre doenças que podem afetar o funcionário, bem como dinâmicas e ações positivas para auxiliar no bem-estar do trabalhador. Em outras palavras, é oferecer autoconsciência para que, se o indivíduo estiver com alguma perturbação, irá procurar auxílio, ou para demonstrar que a empresa se importa com a saúde do funcionário, criando assim um clima amistoso nas relações de trabalho.

Fonte:
Fernanda Catalano – CEO Catalano Consultoria
 Yolanda Catalano Guerra – Estudante de Psicologia convidada
 Wanderley Codo, Iône Vasques-Menezes – O que é Burnout? – Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/jornaldoprofessor/midias/arq/Burnout.pdf

boas energias…

Fernanda Catalano
Consultora empresarial – headhunter
Formada em Filosofia, mestra em ciências da religião pela PUC
Pós-graduada em psicologia fenomenológica e gestão estratégica de pessoas

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