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As plataformas sociais têm publicado, desde a última semana, políticas para impedir fake news acerca das vacinas contra a Covid-19. Isso acontece no mundo e especialmente no Brasil, onde a intensificação do colapso na saúde das grandes capitais tem ajudado a potencializar as notícias falsas sobre o tema vacinação e a aumentar o descrédito da população em relação às vacinas e a medidas de segurança como um todo.

“Trata-se de um movimento agressivo de reforçar mecanismos de controle daquilo que coloca em risco a saúde dos usuários”, diz o advogado Fabricio Polido, sócio da área de Inovação e Tecnologia do L.O. Baptista Advogados.

Na prática:

TWITTER: Foi a primeira plataforma a se movimentar nesse sentido e, na semana passada, alterou suas regras de remoção de conteúdo. A rede social informou, entre outras medidas, que vai excluir permanentemente os perfis de quem publicar informações falsas sobre a pandemia, incluindo o tema vacinas.

FACEBOOK: Nesta semana, anunciou que vai “flaggear” – rotular – posts sobre vacinas e vacinação Covid-19 em diversos idiomas, incluindo o português . “Esses rótulos contêm informações confiáveis sobre a segurança das vacinas COVID-19 da Organização Mundial de Saúde”, disse Mark Zuckerberg, criador e CEO da plataforma.

“O Facebook já removia os conteúdos considerados falsos, mas, com essa medida, passa a destacar conteúdos relevantes sobre o tema. Isso é de extrema importância, pois ajuda o usuário a identificar notícias e dados reais e reforça o caráter informativo que tem a internet”, ressalta Polido.

INSTAGRAM: Passou a remover conteúdos falsos sobre as vacinas e a vacinação como um todo. Lançou, na segunda-feira, uma central de informações sobre a Covid-19 com dados provenientes de autoridades de saúde. Uma das proibições publicadas pelo Instagram nos últimos dias foi: “Proibimos: Conteúdo com o objetivo de interferir com a administração da vacina contra COVID-19” .

YOUTUBE: Publicou novas regras sobre exclusão de conteúdos que incitem à enganação sobre os efeitos da vacinação contra o coronavírus.

Segundo o Dr. Fabricio Polido, essas mudanças nas regras estão alinhadas com um movimento global de inovação de soluções digitais por parte das plataformas. “Essas soluções cumprem papel informativo que muitas vezes os governos não cumprem integralmente”