fbpx

PABX NA NUVEM, TER OU NÃO TER? EIS A QUESTÃO

por Marco Barnaba

Vários empresários têm uma dúvida em comum na hora de trocar seu sistema de PABX: colocar um sistema físico (local) ou um sistema na nuvem (virtual)?

Até uns anos atrás essa dúvida se justificava por conta do instável serviço de internet que os provedores entregavam junto aos seus clientes corporativos, os únicos que tinham garantias de um fornecimento desse serviço, eram clientes que possuíam links de dados dedicados, e podiam se dar ao luxo de reservar uma parte da banda de internet para o serviço de voz, mas dependendo do seu gasto de telefonia mensal, inviabilizava financeiramente com os altos custos que envolviam a troca de tecnologia.

Os pacotes de voz, diferentemente de outros pacotes de dados que trafegam numa rede, sempre devem ter continuidade, sem interrupções, pois a voz não aceita atrasos na entrega. Isso provoca os incômodos picotes em ligações VoIP, inaceitáveis em qualquer ligação telefônica; colocá-las em cima de internets banda larga (ADSL), nem pensar… hoje, já não é uma verdade tão verdadeira assim, o meio através da fibra ótica, deixou a estrada de dados, mais livre e limpa com boas performances, espaço suficiente e velocidades entregues, próximas do que se promete na hora de comprar. 

Hoje em dia, todas as facilidades de pabx, aplicações customizadas ou não, podem funcionar de maneira remota,  tendo a Web como meio de entrega e o browser do seu PC como ferramenta de administrador ou usuário. Mas como tirarmos as dúvidas e cismas de um pabx na nuvem? 

Vc precisa verificar sua rede de dados (LAN), se ela está preparada ou não para receber voz, pelo mesmo cabo de dados passarão voz, dados e possivelmente imagem.

O investimento sobre os dispositivos ips, aparelhos telefônicos ou mesmo headsets multimídia, compensa? Lembro que se pode ter algum tipo de legado de ramais analógicos e nisso se dá um jeito com gateways fxs.

Em média, as ligações telefônicas VoIP ocupam cerca de 35 KBytes a 64 KBytes de espaço, tanto para conversações internas como externas, dependendo do protocolo que o fabricante usa, normalmente é G.729, que comprime mais o pacote de dados. Você precisa se preocupar mais com as ligações simultâneas externas (são em maior volume) do que as internas. 

Cada desenvolvedor vende e dimensiona seu sistema na nuvem de uma forma, já as recomendações são claras quando falamos de operadoras de telecom: a conta telefônica SÓ pode ser entregue por empresas que possuem licença ANATEL, do tipo STFC (Serviço Telefônico Público Comutado), concessionária ou autorizada, essas empresas estão devidamente interconectadas, direta ou indiretamente, com todas as operadoras de telecom, onde a tributação é recolhida de maneira diferenciada. Tome cuidado com empresas que fornecem a conta única como serviço, as contas telefônicas devem ser SEMPRE faturadas por operadoras de telecom, pois se não for dessa forma, podem estar na ilegalidade, consulte sempre o site da ANATEL e verifique se quem está vendendo seu pabx na nuvem e faturando a conta contra sua empresa é uma operadora dentro das normas. Caso seu pabx na nuvem seja fornecido por uma empresa que não é uma operadora de telecom, ela deverá faturar apenas a parte de serviço de pabx como serviço e a parte de voz, deverá ser faturada pela operadora de telecom devidamente licenciada.

No resumo da ópera, buscar apenas reduções de custos em telefonia na nuvem, podem te levar para uma cilada. Como quase tudo que se refere à tecnologia, temos que ser precavidos, buscar referências do fornecedor, com uma atenção especial do pessoal de TI da empresa, que será cuidadoso quanto à infraestrutura necessária. Simplesmente um desenvolvedor, com um pabx, que usa algum tipo de linguagem de software aberta, torna-o atraente em custo, mas pode se tornar uma dor de cabeça sem fim, se esse desenvolvedor não for comprometido e não tiver a estrutura necessária de suporte técnico e uma política de atualizações de versões. As empresas do “mim mesmo” (la garantia soy jo) nesse caso, podem sair bem caras no final.

Conclusão: Pabx IP na nuvem não tem volta, é realidade. Para ser feliz, escolha bem o tripé do fornecedor, operadora de telecom (também pode fornecer sua internet) e principalmente sua estrutura de rede interna. De resto, divirta-se com as múltiplas aplicações que esse pabx pode proporcionar à comunicação da sua empresa. A decisão também acaba sendo contábil, comprar equipamento ou ficar no serviço?

Este ano de 2019 foi o ano do “boom” do pabx em nuvem, não se fala em outro tipo de produto ou serviço em telecom. O problema do acesso fácil demais e a enxurrada de novos desenvolvedores, e muitos deles, infelizmente são aventureiros, que sem estrutura nenhuma de atendimento passam a vender esse serviço de forma inadequada (com furos de segurança!). Mas como sempre o mercado, de um modo geral, se autorregulará, fazendo com que a partir do ano de 2020, os clientes corporativos deixem essa desconfiança infundada sobre pabx em nuvem. Não existem mais limitadores, os clientes ideais não são mais os pequenos, médios ou os grandes, tanto faz, se tivermos a estrutura certa tudo é possível, sendo o desempenho físico ou virtualizado, exatamente o mesmo. 

por Marco Barnaba

Especialista no mercado Telecom de Operadoras e Distribuidoras, empresário e gestor comercial. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marco-a-barnaba-18952323/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *