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Por Elinton Lazzuri*

O ano de 2020 começou cheio de dúvidas, a então epidemia do novo coronavírus já assombrava o ocidente e muitas empresas se preparavam para o impacto que já se especulava no mercado internacional. De fato ele chegou, em fevereiro daquele ano, as fronteiras de inúmeros países começaram a se fechar e o mundo se blindou, na expectativa de barrar o efeito do vírus.

O segmento de TIC sofreu alguns impactos imediatos, porém por conta de algumas características, conseguiu melhor se adaptar e com maior rapidez ao novo cenário, uma vez que práticas como home office, reuniões remotas e assinatura eletrônica de documentos já eram usuais a muitas empresas deste segmento.

Como driblar a crise

A situação emergencial exigiu que as empresas que provedoras de soluções e serviços continuados, como grandes integradores, fossem demandadas a oferecer sua expertise para auxiliar outros negócios a se adequarem às novas obrigatoriedades exigidas pela situação.

Isso levou a geração de oportunidades de novos negócios, permitindo inclusive que os provedores de serviços registrassem crescimento em meio à pandemia.

A adoção e a evolução do trabalho remoto gerou uma demanda enorme por serviços de internet, o que levou a um aumento de 47% dos serviços de provedores de internet regionais, quando comparado ao ano de 2019, segundo levantamento da ABRINT (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações). O estudo também apontou que há mais de 134 milhões de usuários conectados à internet hoje no Brasil.

O crescimento exponencial do e-commerce brasileiro foi também outra mudança significativa que tem auxiliado diversas empresas a driblar a crise, permitindo a abertura de uma janela de novas oportunidades de negócios. Segundo a ABCom (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), o setor faturou 56,8% a mais nos oito primeiros meses de 2020 em comparação ao mesmo período de 2019. O aumento de demanda por parte dos usuários finais atinge beneficamente todos os negócios que fazem parte do ecossistema de TIC.

Os números positivos falam por si só. Em março deste ano a Brasscom (Associação Brasileira de Empresas do setor de TIC) fez uma pesquisa que revelou um aporte de R$ 845 bilhões em investimentos que o setor de TIC deve injetar na economia brasileira até 2024, comprovando que hoje esse segmento deve ser observado com muitos bons olhos pelas lideranças governamentais e por investidores de todo o mundo. A chegada do 5G, a padronização para o Wi-Fi 6 e a migração cada vez mais acelerada para cloud computing, dentre outros desenvolvimentos tecnológicos de ponta, prometem manter a estabilidade do setor nos próximos anos.

Acreditamos que a resiliência deste mercado é fruto de um trabalho contínuo e árduo de inúmeros gestores, que assumiram no passado a vanguarda da inovação e permitiram com que hoje pudéssemos driblar estas circunstâncias da melhor maneira possível.

*Elinton Lazzuri é diretor geral do Grupo Binário

By rt360