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Com a chegada do Coronavírus no Brasil e o início do estado de quarentena, muitos mercados sofreram com a paralisação de suas atividades. No entanto, não foi o que aconteceu com o mercado de Provedores de Internet.

O mercado de Provedores de Internet foi enquadrado como atividade essencial, de acordo com a Lei Federal nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020:

“ O Governo Federal, através da Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, definiu os serviços públicos e as atividades essenciais, e entre todos os serviços listados no Artigo 3° da Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, estão listados os serviços dos mercados de tecnologia e construção civil, são os itens III, VI e LIV:

III – atividades de segurança pública e privada, incluídas a vigilância, a guarda e a custódia de presos;
VI – telecomunicações e internet;”

Segundo a ABRINT (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações), no período da pandemia o aumento do acesso à Internet nas velocidades acima de 34 Mbps cresceu aproximadamente 20% entre os pequenos provedores. A ABRINT ainda destaca que as responsáveis por garantir esse crescimento foram as Prestadoras de telecomunicações de Pequeno Porte (PPPs).

Além disso, a ABRINT também relata que a demanda desses provedores regionais cresceu 47% de forma geral, no período de março a setembro de 2020, enquanto o crescimento das grandes operadoras nesse mesmo período foi de 18%. 

Somente em setembro de 2020, comparado com o mesmo mês de 2019, os provedores regionais tiveram aumento da demanda em 144%, o que representa mais de 3,5 milhões de novos acessos. Já as grandes operadoras cresceram cerca de 39% no mesmo período. 

De acordo com a Anatel, mais de 60% do mercado de fibra ótica até os domicílios brasileiros vêm das PPPs.

Fonte: http://www.abrint.com.br/abrint-na-midia/ppps-levaram-a-aumento-de-velocidade-da-internet-na-pandemia-diz-abrint

Ao longo do ano, com o passar dos meses e conforme a queda da curva no número de casos, houve um movimento mundial de flexibilização das quarentenas. Mesmo com todas as restrições existentes, grande parte da população passou a entrar um processo de volta ao “antigo normal”, retomando as atividades praticamente da forma como eram feitas antes da pandemia.

Desde outubro de 2020, a Europa e os Estados Unidos passaram a sinalizar o mundo com uma nova crescente no número de infectados pelo Coronavírus, caracterizando o início de uma segunda onda de contaminação nessas regiões, ambas passando pelo período de Outono/Inverno – e esse comportamento já é percebido também no Brasil, apesar de estarmos em período de Primavera/Verão.

Agora em 2021, com o atual cenário da pandemia no Brasil, é preciso considerar a possibilidade de já estarmos em período de segunda onda do Coronavírus.

Mesmo que tenhamos uma vacina com eficácia comprovada e homologada pelos órgãos competentes e o início da vacinação no país, será que as empresas estarão tecnologicamente preparadas para um novo momento de adaptações? Talvez seja preciso considerar a implantação e ou reimplantação do home office em modelos híbridos de trabalho. 

Para isso, será necessário preparar os ambientes com infraestrutura básica de hardware, software e banda larga para o funcionamento dos equipamentos. 

Seguramente nesse momento haverá mais uma vez a possibilidade de crescimento do setor de Provedores de Internet.

2021 será um ano ainda mais forte de imersão tecnológica, quem não estiver preparado, ficará para trás.

Por Fabio Cometti

Especialista em Formação de Carteiras de Clientes, Gestão de Equipes e Estratégias Comerciais.
linkedin.com/in/fabiocometti

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