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Grandes empresas de Varejo se reinventam no mundo digital

Representante de um dos setores apontado como dos mais ameaçados com a queda de vendas por conta, principalmente, do fechamento das lojas físicas, a Riachuelo garante estar colhendo agora os frutos dos investimentos feitos na infraestrutura do e-commerce lançado em 2017 – e que ano passado, junto com outros canais digitais, como o app, recebeu investimento de R$ 168 milhões.

A fast fashion afirma ter dobrado o faturamento online durante a quarentena, tendo registrado aumento de 124% nas vendas no período de 4 a 12 de abril, e crescimento de 56% no tráfego do site, em relação ao período equivalente de 2019. Os números seriam resultado, principalmente, de melhorias de navegabilidade e agilidade do site, para melhorar a experiência de compra, assim como da estratégia de patrocinar mega lives. Depois de apoiar as apresentações online de Marília Mendonça e Gusttavo Lima, a Riachuelo registrou mais de 50 mil downloads de seu app (que no total, já tem mais de 500 mil downloads).

A despeito do cenário geral adverso para as empresas, o CMO Elio França e Silva acredita que a beleza do que o mercado está vivendo agora é justamente a evolução do e-commerce e os resultados de esforços de ominicanalidade que já vinham sendo feitos. “Diante de um cenário em que ouvimos informações sobre vários sites de moda, calçados e acessórios tendo reduções de até 40%, nós, na contramão, estamos conseguindo crescer fortemente”, comemora Elio Silva. O executivo destaca que os clientes já vinham sendo aculturados a usar o meio online, com a empresa criando processos para facilitar troca e integrar a loja online ao processo de logística – que nos picos de demanda teve de dilatar um pouco os prazos de entrega, mas sempre avisando consumidores sobre o prazo máximo, pois é melhor surpreender entregando antes, do que decepcionar com um prazo que não seja factível.

“Acredito que haverá uma evolução no processo entre físico e digital. Lojas físicas viravam pontos de experiência e o digital, conveniência. Era essa combinação. Essa evolução vai acontecer de forma mais acelerada. Não vai acabar o físico, mas as pessoas estarão mais habituadas ao uso do digital”, pontua o CMO da Riachuelo. Além dos patrocínios às lives, a marca segue ativa em redes como Instagram, Twitter e Facebook, com um time dedicado a atuar em diálogos rápidos, informativos e de suporte aos clientes.

Musculatura de vendas

Se parte da população em quarentena tem se esmerado nas artes culinárias e corrido risco de ganhar uns quilinhos a mais, outra parte está correndo do sedentarismo e isso levou a um fenômeno do aumento de vendas de aparelhos que auxiliam a prática de exercícios físicos em casa. Isso foi percebido em e-commerces como os da Netshoes e Centauro. Não sem algum incentivo.

No início do mês, a Netshoes promoveu uma “Maratona de Descontos”, incluindo 1.500 produtos e alguns com desconto até 80%, além do frete grátis. Nas primeiras semanas da quarentena, foi registrado aumento de 2.700% em itens como elásticos e faixas; 2.100% para cordas; e 2.000% para halteres, colchonetes e tapetes. Além disso, esteiras, bicicletas ergométricas, equipamento para yoga, pilates e CrossFit também tiveram aumento de vendas.

“A marca está levando o esporte para o lar do brasileiro”, diz Murilo Massari, diretor comercial da Netshoes. Ele explica que a empresa está adaptando suas estratégias ao novo cotidiano das pessoas e para ajudar nos treinos tem publicado nas redes sociais da marca videoaulas criadas por um personal trainer. Sobre os resultados da Maratona, Murilo não cita números específicos, mas afirma ter registrado alta de vendas em camisas de time, meias, chinelos, tênis esportivos e de performance e mochilas.

“A Netshoes sempre operou com uma logística eficiente e agora, com a entrega feita pelo Magalu Entregas — um serviço que realiza 74% de suas entregas em menos de 48h — continuamos a melhorar nossa relação com o consumidor”, diz Murilo, sobre a infraestrutura para atender pedidos. A empresa também estendeu para dois meses os prazos de trocas. E nos Centros de Distribuição reforçou medidas de higienização para garantir a segurança dos funcionários que atuam nesses locais.

Sobre a comunicação da marca neste momento, Murilo Massari, ressalta que a mensagem-chave em casos como a Maratona de Descontos foi a de que os brasileiros fiquem em casa, pois a empresa, de seu lado, oferece os meios para as pessoas se manterem em forma e saudáveis, mesmo na quarentena. “Quando a crise passar, o cliente lembrará das principais marcas que o apoiaram e ofereceram seus serviços de maneira acessível. Essa tem sido nossa missão”, diz.

Já a principal contribuição da Centauro é o projeto “Treine em Casa”. As aulas – ao vivo e gratuitas – são conduzidas por profissionais de educação física credenciados e transmitidas três vezes por dia no perfil da marca no Instagram. Depois, os vídeos ficam disponíveis no canal da marca no YouTube e num hotsite. “Temos recebido mensagens muito positivas sobre a iniciativa. Acredito que estamos conseguindo levar a quem topou treinar junto conosco mais motivação e confiança para atravessar esse período tão sensível”, afirma Gustavo Milo, gerente executivo de marketing da Centauro.

Como a Netshoes, a Centauro passou a trabalhar com uma política mais agressiva de descontos e registrou altas expressivas em alguns produtos. De 20 de março a 13 de abril, em relação ao mesmo período de 2019, o site registrou aumento de 12.423% na venda de apoios para flexão de braços, 2.688% na de anilhas e 2.392% na de halteres. As faixas elásticas e caneleiras também cresceram 16 e 14 vezes, respectivamente. “Outro produto que tem chamado atenção do público nesse período de isolamento social é a bicicleta para spinning, que teve um aumento de mais de 3.000% nas vendas do e-commerce”, diz Gustavo Milo.

Fonte Meio & Mensagem

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