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A reprodução de riquezas mingua a cada nova crise que se apresenta na sociedade de mercado, ainda vinculada a velhas práticas empresariais. Como estratégia de sobrevivência humana com a geração de valor e bem estar, foram estabelecidos os chamados requisitos ESG (ambientais, sociais e de governança) para dar sustentabilidade ao desenvolvimento da sociedade de mercado. Nesse sentido, esses critérios conferem certa estabilidade, e possibilidade de continuidade, ao crescimento dos empreendimentos econômicos e sociais.

Ou seja, para que a sociedade de mercado permaneça em seu caminho de crescimento e desenvolvimento, necessário se faz que os empreendimentos econômicos produzam frutos e externalidades que atendam aos reclamos ambientais, sociais e de governança. 

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Assim, os requisitos ambientais são cumpridos por aqueles empreendimentos que encontram na produção a geração de benefícios ambientais, seja pela conservação, seja pela regeneração de parcelas degradadas do meio ambiente. É assim que aparecem como dignas de atenção e estudo as inovações baseadas em tecnologias que otimizem a utilização de matérias primas, ou que desenvolvam novos usos ou inéditas fontes de produtividade, assim como aquelas que apregoam a aliança entre o agronegócio e o desenvolvimento sustentável.

Quanto aos critérios sociais do chamado “ESG”, os empreendimentos devem buscar, com sua atividade produtiva, a melhoria das condições sociais de vida dos indivíduos e das coletividades equalizando as barreiras que, muitas vezes, foram erigidas pelas vetustas práticas produtivas. Portanto, com a inclusão social dos setores populacionais historicamente excluídos como valor lateralmente originado da atividade produtiva que satisfaça os ditames sociais, o gradiente de criatividade originado da fricção de ideias emergentes do caldo da diversidade social, impulsiona a atividade inovativa e, com ela, o desenvolvimento das ondas tecnológicas que trazem prosperidade e bem-estar. 

Como último elemento da sigla “ESG” aparece a Governança como aquele traço axiológico fundamental à produção, que busca a maior eficiência na geração de riquezas, com a harmonia entre a valorização e os sacrifícios sociais imanentes a ela. Esse requisito pode ser entendido, assim, como a exigência de transparência nos empreendimentos, nas suas inter-relações e nas suas relações com os poderes públicos. Com a transparência exigida pelo critério da governança, as prioridades produtivas emergente atenderão aos reclamos sociais democraticamente determinados. 

Ou seja, para que o Brasil se torne o celeiro atrativo dos recursos abundantes no cenário global, uma série de reformas microeconômicas, que podem ser sumarizadas na urgência da melhoria do ambiente de negócios e empreendimentos, e macroeconômicas, resumidas no forçoso ajuste fiscal, devem ser realizadas de maneira veloz e assertiva.

Por Andre Naves

Defensor Público Federal, Professor, Escritor e Palestrante interessado na ampliação e concretização dos Direitos Humanos, pela Cultura, Literatura e Arte.

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