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Em meio à quarentena sindicatos pressionam condomínios do interior de São Paulo para garantir fonte de arrecadação

A tecnologia de Portaria Remota que está contribuindo para equilibrar as contas de muitos condomínios da região e gerando empregos na área está sob ameaça e os maiores prejudicados são os condomínios

Na mira dos sindicatos, as portarias remotas vêm contribuindo para que condomínios em todo país consigam preservar a segurança e equilibrar o orçamento. A tecnologia pode integrar o sistema de videomonitoramento, vigilância perimetral, controle de acesso e chega a representar uma economia de até 70% nas contas dos condomínios. O problema é que alguns  sindicatos temem que profissionais sejam dispensados das portarias o que compromete sua representatividade e, consequentemente, sua arrecadação.

Contudo, apesar da postura contrária às novas tendências pelos sindicatos, sob o argumento de que a defesa é de empregos, a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese) aponta que a função do porteiro não desaparece com a instalação, muitos edifícios mantém o profissional em outra função. Pesquisa realizada pela Abese ainda mostra que 34,5% das empresas que atuam com Portaria Remota realizam a requalificação dos porteiros para as áreas de atendimento, assistentes de manutenção, operadores remotos, seguranças, ou até mesmo para compor portarias híbridas – que operam com o profissional local junto ao sistema remoto.

Para o advogado da Abese, José Lázaro de Sá, a posição dos sindicatos envolvidos, inclusive o patronal, que deveria atender aos anseios dos condomínios, não se sustenta e revelam que o real interesse é na arrecadação sindical. “. Os sindicatos não têm poder de determinar os serviços que os condomínios devem contratar e esquecem que as empresas de portaria remota também mantêm empregados e oferecem oportunidades. O mais grave é que existe evidência que o Sindicato patronal está indo contra o real interesse dos condomínios que diz representar, gerando passivos imensos e se colocando numa posição delicada em termos de responsabilidade, o que terá consequências sérias”, comenta.

Além disso, complementa o especialista, alguns sindicatos têm ameaçado multar condomínios de cidades do interior do Estado de São Paulo que adotarem as Portarias Remotas, mesmo condomínios pequenos que nunca tiveram portaria física – os maiores beneficiários da tecnologia. Os benefícios são mais bem percebidos em condomínios com até 60 unidades. Neles é possível obter um aumento na segurança e uma efetiva redução de custos no boleto dos moradores, uma alternativa para lidar com o aumento da taxa de inadimplência durante a pandemia.

Para a Abese não se trata apenas da representação das empresas de segurança eletrônica, mas defesa do direito da liberdade dos condomínios em adotar as soluções que mais se adequem às próprias necessidades, sejam demandas de segurança, bem-estar e inovação com respeito ao direito dos condomínios em fixar sistemas virtuais ou mesmo híbridos, mantendo simultaneamente porteiros e sistemas de segurança que, inclusive, oferecem novas oportunidades de emprego, como lembra a presidente da Abese, Selma Migliori.

“As portarias remotas têm gerado novas oportunidades de emprego e aprendizado aos profissionais dos condomínios. Muitas empresas do setor de segurança eletrônica têm contratado porteiros para trabalharem em centrais de videomonitoramento, além de outras ofertas de trabalho para atividades pertinentes ao atendimento, ao monitoramento externo, instalações de sistemas, , dentre outras funções, sendo mais de 250 mil empregos diretos”, finaliza.

A Abese criou um abaixo assinado para a Livre iniciativa de Portaria Remota em Condomínios: https://secure.avaaz.org/po/community_petitions/Cond_Livre_iniciativa_de_Portaria_Remota_em_Condominios/

Sobre a ABESE

Fundada em 1995 a ABESE é uma associação empresarial de âmbito nacional e sem fins lucrativos, representante das empresas de sistemas eletrônicos de segurança, que lidam com diversos tipos de tecnologias disruptivas como leitores faciais, rastreadores, videomonitoramento, controles de acesso, o que envolve portarias remotas, dentre outros recursos voltados para a otimização da segurança, promovendo segurança inteligente.

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