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Em meio à crise, e-commerce é o grande beneficiado

Se havia alguma dúvida de que sempre há quem se favorece na crise, com a pandemia do coronavírus isso ficou ainda mais claro. Analisando os mercados de forma global, não há como negar que o comércio eletrônico é o grande beneficiado. No Brasil, os números do crescimento do setor, no primeiro trimestre, ultrapassam os 100%, em relação ao mesmo período do ano passado. Cenário animador também foi verificado no Reino Unido. Assim como aqui, lá os consumidores ainda resistiam às compras pela internet. Mas com o isolamento social, isso tem mudado bastante. 

Segundo a Bloomberg, as vendas online no Reino Unido respondem por 33,4% de todas as vendas do varejo realizadas em maio. Os dados são do Escritório de Estatísticas Nacionais e correspondem ao mês de maio. Segundo a instituição, esse é um índice recorde para o comércio eletrônico no local.  

As compras nas terras da rainha vão de comida de restaurantes a flores e bebidas. E mesmo com a reabertura do comércio não essencial, que tem ocorrido desde o início de julho, a expectativa é de que as compras continuarão ocorrendo pelo e-commerce. Com a pandemia, o setor conseguiu mostrar que é ágil, facilitado e seguro.  

Aqui no Brasil, as grandes redes supermercadistas estão vibrando com a pandemia, embora o crescimento já vinha sendo sentido desde 2019. Segundo apurou a revista IstoÉ Dinheiro,  faturamento do Carrefour chegou a R$ 62,2 bilhões e o do Grupo Pão de Açúcar, R$ 61,5 bilhões. No primeiro trimestre deste ano, o crescimento foi de 12,2%, atingindo a cifra de R$ 15,9 bilhões, contra R$ 14,1 bilhões do mesmo período do ano passado. Se seguir nesse ritmo, deverá fechar 2020 com valores superiores a R$ 100 bilhões.  

O aumento da demanda, sobretudo depois de iniciada a quarentena, resultou na contratação de cinco mil colaboradores, só no Carrefour, o que representou um crescimento de 6% de recursos humanos, que sobe de 87 mil para 92 mil funcionários. Uma parte entrou para substituir os funcionários em situação de risco e outra para atender a uma demanda de consumidores que cresce, sobretudo no meio digital.  

Segundo um executivo do setor, ouvido pela Bloomberg, há um número considerável de pessoas que, pela condição de risco com a Covid-19, está comprando pela primeira vez na internet e que, por conta da boa experiência, deve continuar preferindo comprar online. 

Se isso ocorre entre os grandes, com os pequenos não é diferente. Esse é o grande momento da cauda longa, ou seja, de produtos segmentados, de nicho. Quem possui um pequeno negócio, seja de roupas, acessórios, produtos para casa, para citar alguns, deve aproveitar sua especialização, pois esse será seu grande diferencial. Na hora de se decidir pela qualidade, o consumidor certamente vai escolher quem entende melhor. Nesse sentido, pode sair ganhando. 

Com os market places, como Mercado Livre, Elo 7, Magazine Luiza, Submarino, Shoptime, entre outros, tornou-se mais fácil atingir o público desejado. Por exemplo, costureiras de grandes lojas (que ficaram fechadas por quase 90 dias) puderam continuar vendendo diretamente ao consumidor, por essas plataformas. E ainda acrescentaram as máscaras como mais um item de seu catálogo. 

O certo é que sempre que há uma perda, há também um ganho em outra ponta. O importante é ser flexível para conseguir se adaptar a mais de um cenário e usar a criatividade e o poder de estratégia, enxergando onde se encontram as oportunidades. 

Para saber mais sobre como usar a criatividade e pensar estratégias para avançar os negócios, conheça os cursos e o serviço de consultoria do De Olho Na Rede.

Por Ivone Rocha

https://www.linkedin.com/in/ivonerocha/

Ivone Rocha é consultora de negócios eletrônicos e pedagógica, professora universitária de cursos de comunicação, marketing e negócios, mestre em políticas públicas, MBA em Tecnologia da Informação e e-Business com formação em jornalismo. É gestora e professora do programa de cursos De Olho na Rede (Facebook.com/deolhonaredecurso)