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Provavelmente você já viu aqueles milhares de post it´s nas paredes de salas, com diversas pessoas conversando, uma verdadeira bagunça, e pensou que fosse a “casa da mãe Joana”. O que você não sabia, é que atrás dessa “bagunça”, estava sendo utilizada uma das metodologias mais bem conceituadas para ideação de novas soluções, conhecida como Design Thinking.

Conhecido popularmente por DT, ela é uma metodologia que foi inserida no mercado com maior intensidade pela IDEO, na época, pelo seu CEO, David M. Kelley. A metodologia é literalmente um design do pensamento, que nos mostra basicamente como chegar a um MVP (produto mínimo viável) com base em suas 4 principais fases: empatia, definição, ideação e protótipo. Resumidamente essas fases poderiam ser exemplificadas respectivamente como: se colocar no lugar do cliente sentindo na pele as principais dores, definir os problemas principais e reais, idealizar soluções com as técnicas da metodologia e por fim testar as soluções no mercado através de fases, com base no velho e famoso lean. 

Falei grego? Fica tranquilo! Vou tentar exemplificar o que o DT me ensinou ao longo destes 3 anos em que usei a metodologia com frequência. Muitas vezes, costumamos partir do final da metodologia, falando de solução, sem ao menos, saber o problema, e isso é bastante comum e você não tem culpa por isso. Utilizando a metodologia você poderá antes de pensar em soluções, pensar em problemas, dores reais, e com isso, sugerir novas soluções, algo que em muito dos casos, tenha um custo benefício muito maior do que uma solução sugerida abertamente. Quer um dos maiores exemplos? Coloque no youtube:” Realidade virtual transforma a experiência da vacinação infantil”, este é um belíssimo caso do uso do DT, uma solução simples, barata e que resolveu um problema extremamente complexo: o choro das crianças na hora de levar uma vacina. 

O que mais o DT pode lhe ajudar? Algo muito comum, é pensarmos também na solução como um monstro, algo absurdamente grande, com diversas funcionalidades, muitas que não terão o correto uso pois não mapeamos as dores e necessidades, mas pensamos sim, em algo grande, e somente nos sentimos satisfeitos quando a solução inteira está rodando perfeitamente, e sabe quando isso acontece? Nunca! Um dos princípios do DT e inclusive da metodologia Lean Startups que falarei em outro artigo, é que devemos pensar em soluções incrementais, ou seja, após você mapear as dores do cliente, na fase de empatia, idealizar soluções, irá sair quentinho do forno a primeira versão da solução, com as primeiras funcionalidades, isso não significa que o trabalho acabou, e sim que o ciclo deve se reiniciar para novas funções da solução em que estamos tratando. 

Sendo assim, quando falarmos de Design Thinking, não pense somente nos milhares de post it´s, e sim, em uma metodologia capaz de mapear as dores/necessidades reais dos clientes, realizando sugestões de soluções muito mais eficazes. Empresas de sucesso como Natura, Netflix, Havaianas e Amazon, utilizam a metodologia como seu oxigênio no dia a dia e conseguem solucionar com eficácia as dores dos seus clientes. 

Por Victor Carrero |  especialista em inovação e transformação digital

Formado em Administração de Empresas e Pós-Graduado em Inovação e Empreendedorismo pela Pontifícia Universidade Católica. Possui extensão universitária pela KGIC em Toronto/Canadá. Atua com Inovação e Tecnologia, liderando equipes multifuncionais e gerenciando projetos de médio e grande porte para desenvolvimento de novos produtos ou serviços e mudança cultural.

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