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DE OLHO NA CIDADE

ABESE lança programa de segurança preventiva em parceria com segurança e poder público

“Não vejo a menor possibilidade de falar em integração, disseminação de informações e monitoramento de processos sem o advento da tecnologia””

 

Integração. A palavra da vez dá o tom para uma iniciativa revolucionária que pretende unir as forças do mercado de segurança eletrônica, das autoridades e do poder público em busca de cidades mais seguras, funciona is e integradas. Trata-se do Programa São Paulo Inteligente, lançado pelo Comitê do Consumidor, da ABESE, contando com a expertise dos especialistas da Comissão de Segurança Inteligente da entidade. É um trabalho de segurança preventiva que prevê garantir a proteção da população unindo tecnologias de videomonitoramento, IOT, vigilância às inteligências da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

PRIMEIRO PASSO

A escolha do local que será piloto do Programa indica a expectativa alta dos envolvidos em seu desenvolvimento: câmeras serão instaladas no entorno do Quadrilátero da Saúde, que engloba a região do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, na região Oeste da capital paulista.

“Com o alto número de pessoas que circulam diariamente no HC, seja para atendimentos de emergência, consultas, acompanhamento de parentes ou realização de exames, esse é o local ideal para o início do projeto São Paulo Inteligente”, afirma Selma Migliori, presidente da ABESE.

De acordo com Rita Peres, Coordenadora da Segurança Patrimonial Corporativa do HCFMUSP, o programa simbol iza a concretização de tentativas de trabalho conjunto entre poderes públicos e o Hospital que são feitas desde 2015, mas que ainda não haviam sido executadas de fato.

“Acredito piamente que essa parceria vai fortalecer e agregar muito valor à necessidade de integrar e disseminar informações, indicadores, para que cada órgão público possa dimensionar com mais efetividade seus recursos na resolução e principalmente na prevenção de ocorrências”, afirma Rita Peres, Coordenadora da Segurança Patrimonial Corporativa do HCFMUSP.

A necessidade de atenção redobrada para a região se justifica pelos números: área total de 600 mil m2, um fluxo diário de 45 mil pessoas, 8 institutos de saúde especializados, sendo assim o maior complexo hospitalar da América Latina. Ocorrências envolvendo segurança e mobilidade prejudicam as práticas diárias para funcionários do Hospital e fragilizam a confiança da população que circula no local.

Questões externas e internas ao complexo hospitalar preocupam tanto a administração quanto as autoridades responsáveis pela segurança na região. A grande concentração de trabalhadores ambulantes preocupa por ocupar o espaço das calçadas e pela venda de alimentos sem origem definida, que podem atrair ratos e moscas para uma região de risco à saúde de milhares de pacientes.

Além desta questão e das ocorrências de furtos e roubos nas ruas, dentro do complexo são relatados muitos casos. Como conta Rita, ainda ocorrem furtos de objetos pessoais, desinteligências, desobediências às novas regras de acesso, pacientes alterados e agressivos e os códigos. Nas ruas internas do complexo as pequenas ocorrências também acontecem e são tratadas internamente. Para conseguir prevenir estas situações, o Hospital conta com o programa. “Não vejo, hoje em dia, a menor possibilidade de falar em integração, disseminação de informações e monitoramento de processos sem o advento da tecnologia”, afirma Rita.

AUTORIDADES UNIDAS

O Major Fernando Guillon, do 23o Batalhão da Polícia Militar de São Paulo, representando a PM no Programa, afirma que a segurança eletrônica tem sido aproveitada pelos órgãos de segurança pública visando conter a criminalidade e prevenção criminal. “O aludido projeto permite um auxílio qualificado no tocante ao direcionamento do policiamento ostensivo, inclusive possibilitando a comprovação da verdade dos acontecimentos, servindo como prova para processos judiciais, haja vista a aceitação da comprovação de fatos através de meios eletrônicos.

A segurança eletrônica, tem como principal objetivo auxiliar no planejamento de operações e acesso às ferramentas de busca para indicadores criminais”, conclui o Major. As questões de trânsito no local também devem ser solucionadas com a tecnologia do monitoramento e dos dados, auxiliando no trabalho da CET. Para Dawton Batista Gaia, superintendente do Departamento de Engenharia de Tráfego da CET, a ação facilita o trabalho das autoridades.

“Poder enxergar os problemas através das câmeras e monitorar com o objetivo de resolvê-los é motivo suficiente para que estejamos todos juntos para chegar a essa solução”, afirma. O s uperintendente c onta q ue, em uma ocasião, a mesma ambulância que levou 5 minutos entre a Marginal Pinheiros e Avenida Dr. Enéas de Carvalho Aguiar – principal acesso ao HC – precisou de mais de 40 minutos apenas para adentrar o Pronto-Socorro, impedida pelo trânsito causado na região por veículos estacionados em local proibido e concentração de outros carros na região. “Uma ação de supervisão da área pode evitar a morte de um paciente. Por isso a gente acredita na importância dessa ação”, enfatiza.

Josué Paes, Servidor da Superintendência de Segurança da USP, membro do Comitê do Consumidor da ABESE e do GETS Brasil, reforça a importância do programa como referência para alcance nacional. “Esse processo de integração e de relações institucionais apresenta resultados positivos e signif icativos frente ao cenário de disseminação de conhecimento e de boas práticas e conhecimento vai se ampliar de um modo geral”, aposta.

Ele garante que este piloto do programa com o HC será reproduzido por outros empreendimentos pelo Brasil. E que não apenas as iniciativas pública e privada irão se beneficiar desta ação. “O programa vai somar ao desenvolvimento acadêmico e científico das pessoas interessadas nesse tema que, apesar de complexo, vem sendo discutido de forma crescente no país”, acredita.

NOVA ETAPA

Paes também faz parte do Comitê do Consumidor da ABESE, que vem desenvolvendo outras atividades paralelas ao Programa São Paulo Inteligente, mas que devem integrá-lo em pouco tempo. Como é o caso da instalação das câmeras no entorno do Shopping Eldorado, que será a segunda fase do programa.

Atualmente, estão instaladas dez câmeras nas ruas próximas ao empreendimento, integrada com os sistemas City Câmeras, da Prefeitura de São Paulo, e o Detecta, da Polícia Militar. Estas informações estão disponíveis para as autoridades da região, além da subprefeitura de Pinheiros, responsável por esta área, assim como o Quadrilátero da Saúde.

A presidente da ABESE também anunciou que o programa será o grande destaque da Exposec 2019. “Com uma ilha completa para mostrar a integração não só das tecnologias, mas também do poder público com o privado, entregando informações precisas para que os órgãos públicos possam definitivamente combater a violência”, adianta Selma Migliori, presidente da ABESE. Análises e simulações estarão presentes na Ilha São Paulo Inteligente: “Será o maior Quadrilátero da Saúde da América Latina dentro da maior feira de Segurança Eletrônica da América Latina”, frisa Selma.

 

 

Fonte: https://abese.org.br/index.php/407-de-olho-na-cidade

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