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Criatividade impacta nos negócios do McDonald’s

Quem apenas consome os lanches na rede do “M” amarelo, mesmo desconhecendo as ferramentas do marketing, reconhece que a essência da profissão está na criatividade que por sua vez está ligada ao mote.

Recentemente o McDonald’s mudou suas fachadas para Mequi e muitos acharam que foi uma jogada de mestre. Porém, o McDonald’s é considerado no meio publicitário como um gigante da criatividade.

São Paulo e Rio de Janeiro, além de claro, toda a internet foi surpreendida nos últimos dias pela troca de fachadas de algumas unidades da rede Mc’Donalds pela palavra: Méqui. Que é como, carinhosamente, alguns brasileiros chamam a marca.

Segundo o diretor de marketing do McDonald’s Brasil à Revista Exame, a ação temporária é uma “forma de celebrar a relação das pessoas com a marca”. O comercial da campanha criada pela DPZ&T também brinca com os diferentes nomes que os consumidores dão à rede como “Mequizinho”, “Mecôzo”, “Mecdoninho”, “McZêra”, “Mecão”

Mas o que levou uma das marcas mais valiosas do mundo modificar seu nome com a linguagem do “povão”? Porque o McDonald’s virou”Méqui”?

O fato é que há uma crise generalizada de confiança nas instituições que é comprovada pelo Trust Barometer da Edelman. Para Raul Santahelena no livro Truthtelling, essa crise coloca os antigos detentores absolutos do poder de voz à mercê de um exército de indivíduos que tomaram para si o poder de influência e autoridade. O poder da audiência.

Hoje, uma campanha de marketing já não é suficiente pra criar conexão com os consumidores, as pessoas estão cansadas de anúncios e frases prontas. Para causar impacto, é necessário criar uma interação emocional e participativa.

Para Henry Timms no livro O Novo Poder, o surgimento da nova mídia transformou as coisas, a audiência se fragmentou e o trabalho agora não é simplesmente criar frases de efeito, mas ações que se espalhem “horizontalmente”, ganhando mais vida quando são compartilhados e customizados por comunidades específicas.

O Mc’Donalds, portanto, se apropriou da linguagem que o público utiliza para gerar proximidade e identificação.

A ação também está ligada ao posicionamento da marca, Kotler em Marketing 4.0, diz que comunicar sistematicamente e de modo repetitivo a identidade e o posicionamento da marca — um fator chave para o sucesso no marketing tradicional — pode NÃO ser mais suficiente. É preciso gerar consciência de marca e a principal forma de construir essa lembrança espontânea, é através das conversas entre as pessoas.

Como fazer isso? através de uma diferenciação autêntica e atraente. Para Kotler, quanto mais ousada, audaciosa e incomum essa diferenciação, maior é a atratividade de marca.

“O melhor tipo de marketing é aquele que não parece marketing”. Tom Fishburne

Fonte: https//medium.com/@tutinicola/por-que-o-mcdonalds-virou-méqui-6953f041f8b1

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