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Luciana Ogusco é uma das 12,6% de mulheres que fundaram startups em 2020. Sempre crítica ao pouco espaço destinado ao gênero feminino acredita que somente quando cada um fizer a sua parte o cenário poderá ser modificado

De acordo com o Mapeamento das Comunidades 2020, levantamento realizado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), as mulheres representam apenas 12,6% dos fundadores de empresas emergentes no Brasil. No que se refere à cargos de chefia, os números também são alarmantes: somente 15% deste tipo de companhias são liderados por mulheres.

A empresária com formação em Publicidade e Propaganda e foco em Product Growth Marketing, Luciana Ogusco, é um caso de sucesso, pois faz parte do ainda reduzido grupo de brasileiras que criaram e comandam a sua própria startup. Em março de 2020, Luciana e seu sócio, o empresário, focado na execução e crescimento de empresas, Ricardo Shinyashiki, fundaram a Gentelab, que desenvolve dois grandes produtos: licenciamento de conteúdo para universidades corporativas, plataformas B2C e faculdades EAD (Ensino à Distância); e o desenvolvimento de um ambiente de aprendizagem, que consiste no licenciamento de conteúdo mais a construção de plataforma de streaming. 

Com mais de 10 anos de experiência profissional no marketing de produto, serviços e relacionamento, Luciana é a CPO da Gentelab, tendo como uma de suas principais funções liderar o serviço de coleta a análise de dados visando melhorar o engajamento dos usuários em relação ao produtos. Sua contribuição e liderança têm sido essenciais para o crescimento da empresa, que em 2020 ultrapassou o faturamento de R$ 1 milhão e esperar quadruplicar esse número em 2021.

Se por um lado Luciana alegra-se de ser uma empreendedora bem-sucedida, por outro enxerga que seria bem melhor se pudesse dividir este protagonismo com um número maior de mulheres. Constando empiricamente o que a Abstartups concluiu através de seu levantamento, ou seja, que existem poucas mulheres em cargo de liderança e como empreendedora, Luciana, contudo, vê uma mudança paulatina, que espera gere transformações robustas e duradouras.

“Como sociedade passamos a assumir que existem diversas lacunas, não apenas para mulheres, e isso passa a refletir em pautas que vão além das revistas de nicho; entram em conversas cotidianas e em debates nas redes sociais”, diz a CPO da Gentelab. “Acredito que o passo agora é cada vez mais buscar como fazer a diferença dentro e fora da startup”.

Luciana relata sempre ter sido muito crítica em relação à baixa participação feminina em cargos de liderança, mas afirma ter entendido há algum tempo que só a crítica não mudará nada. “É preciso reconhecer e fazer nossa parte, mesmo que pareça pequena, para que possamos ter um cenário bem diferente dos 15% de startups lideradas por mulheres”, afirma. Nesse sentido, a Gentelab contribuirá para tornar o cenário menos desigual. “Para esse ano estamos planejando trabalhar na contratação inclusiva com consultorias e organizações que possam nos ajudar nesta jornada”, finaliza. 

By rt360