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Conhecidas internacionalmente como Smart Cities, as cidades inteligentes são aquelas que usam, de maneira estratégica e intensiva, tecnologias aprimoradoras da infraestrutura, otimizadoras da mobilidade urbana, criando soluções sustentáveis e outras melhorias necessárias para a qualidade de vida dos moradores, bem como para a eficiente prestação dos serviços públicos.

Desta maneira, uma das inovações propostas pelos defensores deste modelo é o desenho urbanístico inteligente: utilizar aglomerados de dados populacionais para melhor estruturar o design urbano, para que as necessidades dos cidadãos sejam supridas pela integração social inteligente e lógica, otimizando o tempo e a integração social, fatores imprescindíveis ao impulso inovador e ao desenvolvimento econômico e social.

É assim que tecnologias existentes são adaptadas e utilizadas, cada vez mais, para gerar maior gradiente de qualidade de vida e bem-estar aos cidadãos que habitam estas cidades. Aliás, o aumento da qualidade de vida proporcionada pelos benefícios oriundos do uso de tecnologias inovadoras no desenho das cidades impulsiona, pelo maior grau de inclusão social, a atividade inovadora, apta a realimentar o desenvolvimento evolutivo das Smart Cities.

Na mesma esteira, com o uso mais otimizado das estruturas urbanas, possibilita-se a racionalização do uso dos recursos ambientais, fato este que diminui a pressão negativa que a humanidade exerce sobre o meio-ambiente. Além disso, a atividade inovativa, que ganha reforço quando aliada aos benefícios das cidades inteligentes, avançará sobre usos mais eficientes das matérias-primas, recuperação de ambientes degradados, além de outros impulsionadores do desenvolvimento ecologicamente sustentável.

Assim, o uso adaptado de tecnologias nascentes, aliada às inovações, estimuladas pela evolução da onda tecnológica que ganha força com o desenvolvimento de cidades inteligentes, aumenta a eficiência dos serviços públicos, na medida em que os dados coletados, integrados e analisados permitem uma melhor focalização das políticas públicas, o que dá ensejo não só à economia de recursos, mas também à maior eficiência dos serviços públicos de que são credores os cidadãos.

É por isso, finalmente, que as Smart Cities são importantes hubs de bem-estar, integração social, eficiência na prestação de serviços públicos, além de fontes de inovações aptas ao fortalecimento do desenvolvimento econômico e social de todo o país. 

Por Andre Naves

Defensor Público Federal, Professor, Escritor e Palestrante interessado na ampliação e concretização dos Direitos Humanos, pela Cultura, Literatura e Arte.

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