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O cenário de oportunidades para os empreendedores brasileiros em Portugal cresce a cada ano, impulsionando as economias de ambos os países.

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Quem não gostaria de morar e empreender na Europa? Muitos brasileiros na última década responderam que sim e foram em busca desse sonho real. Um continente com prósperas fronteiras, culturas, gastronomia e oportunidades que atraem e encantam muitos empreendedores brasileiros com experiências em seu mercado. 

A migração tem tido uma vertiginosa crescente e ainda mais em terras portuguesas, que apenas em 2019 o número de brasileiros cresceu 43%, segundo os dados divulgados pela SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), publicado em janeiro de 2020 em um jornal português Público.

Alguns fatores são notórios para essa migração em massa para terras lusitanas, dentre eles a facilidade de aberturas de empresas, tendo o apoio do governo português. Brasileiros visualizam com qualidade e custos atraentes a instalação de suas empresas, principalmente as com mote de tecnologia. 

A revista americana Forbes indicou a cidade do Porto como uma das melhores cidades para empreender em 2020, além de um cenário favorável com uma retomada da economia portuguesa, após a crise que assolava o país nos últimos anos.

O país tem ainda uma das maiores taxas de empregos para imigrantes do mundo, com isso, muitos chegam às terras portuguesas motivados e com recursos para investir em algum modelo de negócio ou para ampliar sua empresa do Brasil. Algo que chama a atenção, além do país possuir um ecossistema universitário engrandecido e fortificado, produzindo uma massa qualificada de profissionais para um futuro presente, é possuir um capital humano altamente especializado em ciências e tecnologia. Há de fato um crescimento exponencial de pessoas especializadas em Inteligência Artificial, Big Data e Analytics. 

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Ida e volta de Portugal

Muitos são os brasileiros que foram para empreender e trabalhar em diversas áreas no mercado português. De algum modo, nem todos conseguem dar sequência e prosperar como planejado.

Um caso que ocorreu com Marcus Sartori, empreendedor paulista, que possui um restaurante de comidas naturais em Santo André, região do Grande ABC em São Paulo. Sartori já com certa experiência em residir e trabalhar em outro país, passou alguns anos nos EUA, e por lá teve o nascimento de seu primeiro filho – relata que um pesadelo que sempre o assombrou era o visto de permanência. Por ter a cidadania italiana, sabia do bom tratamento sem barreiras para entrar em Portugal e por pertencer a comunidade europeia, resolveu empreender novamente. 

Seu planejamento estava alinhado às suas expectativas. Queria montar seu novo negócio no mercado gastronômico, mas antes iria trabalhar em alguma cafeteria para entender o dia a dia local. 

Realizou pesquisas de mercado por conta própria, entrou em contato com amigos residentes, com empresas da área de gastronomia e agendou algumas entrevistas. “A surpresa foi que no primeiro dia em Portugal eu já estava empregado, com carteira registrada e começando a recolher impostos.”, relata Sartori. 

No entanto, depois de vinte dias resolveu voltar para o Brasil. Ressalta: “A primeira e principal decisão em voltar foi a distância da minha família. Voltei por ter conseguido observar o que me dispus a ver no tempo que passei: escola, financiamento imobiliário, trabalho, network, conta no banco, transporte…enfim.” Seu retorno foi em 2019.

Segundo a OIM (Organização Internacional para as Migrações), em Portugal os pedidos de retornos voluntários de brasileiros cresceram 1% do primeiro semestre de 2019 para o mesmo período de 2020. Em abril de 2020 a embaixada brasileira em Portugal confirmou que devido à crise da pandemia do coronavírus, muitos brasileiros sem dinheiro e até em situação de vulnerabilidade social pediram auxílio para o retorno ao Brasil.

A grande parte desses brasileiros que retornam, são os que não têm contratos de trabalhos e nem do aluguel de suas casas, temendo um despejo a qualquer momento. 

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Os que estão a pleno vapor em seus empreendimentos, relatam que a vida é igual à que levavam no Brasil. Muito trabalho e busca de qualidade de vida. 

Um desses empreendedores é Edison Sobral, paulistano, que trabalha na cidade do Porto e leva quase uma hora todos os dias no trajeto de metrô para sua residência em Póvoa de Varzim, uma pequena cidade costeira. 

Sobral é empreendedor e hoje tem uma transportadora de materiais, um sócio brasileiro e carro próprio. A pandemia atrapalhou a compra do seu segundo carro de transporte, porém afirma que não pararam um dia sequer. “O cenário nos assustou e muito. A vida até que está normal, porém além do muito trabalho tenho qualidade de vida para minha família. Minhas filhas não querem voltar para o Brasil. Apenas para visitar os parentes”, relata Sobral.

Muitos empreendedores chegam a Portugal por si só, outros contam com ajuda de especialistas no mercado português e conseguem resultados diferentes. Um deles é o Adriano Zunino, da agência Bauc., onde sua motivação principal para a mudança de país foi encontrar um local mais seguro, com qualidade de vida para sua família e com boa educação para o seu filho. Além disso, observando atento às oportunidades do mercado português e europeu em sua área de marketing digital. 

Para Zunino, estar em um país que concentra um ecossistema de inovação atuante, podendo ver o nascimento de startups com atenuantes eventos pertinentes à tecnologia, marketing e transformação digital foi um grande atrativo para seu modelo de negócio dar esse salto. 

O país disponibiliza, inclusive, acessos a incentivos de investimento vindos da União, deixando o empreendedor, focado em tecnologia, com mais recursos para seu crescimento em Portugal. “Porém, por mais que a inovação esteja puxando esse discurso de desenvolvimento, o mercado ainda não está maduro. Até então, estávamos numa etapa em que a maioria dos empresários tinham a percepção de que não era o momento de investir no digital, com certa resistência em fazer diferente, mas ainda assim, com a consciência que é necessário mudar, se adaptar para não ser engolido pela onda de inovação que chegou há alguns anos no país. Muitas empresas tradicionais já perceberam sua grande necessidade de transformar e adaptar para o digital, com foco também nas novas gerações de consumidores” avalia Zunino.

Sua agência de marketing digital, com sede em São Paulo, já completou seus dois anos em terras portuguesas. Conseguiram somar um bom conhecimento da cultura local com a expertise criativa que trouxeram na bagagem brasileira e, a palavra de ordem para o mercado europeu é: “Estamos prontos para ajudá-los.” 

A tomada de decisão de levar a agência Bauc para o mercado europeu passou por alguns estudos de viabilidade e planejamento de internacionalização. Cogitaram ir para o Canadá, mas a escolha de Portugal, que além de ser uma porta de entrada para a Europa, estava em um cenário culturalmente e economicamente atrativo. 

Para que isso desse certo, tiveram a consultoria da Atlantic Hub, uma empresa portuguesa, com escritório em São Paulo, que presta serviços para empreendedores brasileiros levarem seu modelo de negócio para Portugal. Adriano Zunino comenta que “a consultoria nos ofereceu informações valiosas sobre o cenário de negócios para o marketing digital no país. Nos ajudou muito com a tomada de decisão de perseverar no mercado português.”

Mudar de país com seu modelo de negócio não é uma tarefa simples para o empreendedor. Em muitos casos, a família que acompanha, mal sabe o que esperar. Mudanças de hábitos, cultura, reconhecer pequenas conquistas, traçar pequenas metas e subir degrau por degrau, entender as burocracias e a mente dos clientes (portugueses), apenas fortaleceram o Adriano e a sua família. “Todos esses aprendizados também são importantes em qualquer lugar do mundo. Tanto em São Paulo quanto aqui em Portugal, porém foi algo necessário para a mudança”, relembra Zunino.

Atualmente, o empreendedor Adriano e a sua unidade da agência Bauc em terras portuguesas, além dos desafios e expansão, têm a responsabilidade de adaptação e compreensão do mercado local para prestar seu serviço. “Passamos por uma pandemia, com lockdown e adiamento de diversos projetos. Todos esses ingredientes contribuíram para me dar mais segurança, para ser ainda mais grato a toda ajuda e a constatar a importância de fazer conexões. Não fazemos nada sozinhos, são as parcerias, a concentração de esforços conjuntos que fazem todos crescerem” finaliza Adriano Zunino, certo que fez uma ótima escolha tendo grandes parceiros.

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Caminho assertivo para o empreendedor brasileiro

Empreender é um planejamento a longo prazo. Se preocupando com os negócios, família e com a qualidade de vida empresarial e pessoal. Portugal tem incentivos de acesso a capital, uma desburocratização de documentos e facilidade nos impostos.

Internacionalizar para um empreendedor é basicamente um bom planejamento. Não basta ter um produto bom, com ótima solução para o Brasil e não entender o público-alvo, a persona e o entendimento do mercado europeu. Ser resiliente e batalhador é muito importante em situações como essa.

A Atlantic Hub foi a empresa que auxiliou a agência Bauc nesse processo de internacionalização para Portugal. O Co-founder e CMO da Atlantic Hub, Thiago Matsumoto, disse que “um dos principais motivos do empreendimento de brasileiros é a expansão da marca, acesso ao mercado de 500 milhões de habitantes europeus, além da sazonalidade para alguns produtos e serviços: inverno e verão.”

Matsumoto afirma que Portugal é a porta de entrada para a Europa, com muitos setores fortes com seus modelos de negócios, dentre eles: turismo, gastronomia, termomecânica, tecnologia e inovação. 

A Atlantic Hub é uma empresa portuguesa, formada por grande parte de brasileiros, que auxilia investidores e empreendedores a abrirem suas capitais e empresas em Portugal. Com isso, a empresa possui um portfólio de serviços com todos os caminhos para chegar bem estruturado em Portugal. 

Matsumoto ressalta que não é simples, mas muito possível para qualquer empreendedor ir para Portugal, onde a Atlantic Hub faz essa ponte com serviços como: consultoria, assessoria, eventos, planejamentos de auxílio nos investimentos, franquias e exportação.

E você? Já pensou em levar sua empresa para fora do Brasil? Para um empreendedor, crescer e expandir nunca será um problema, ainda mais se quiser conquistar o mundo. Que tal começar por Portugal?

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By rt360