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A internet sabe mais de mim do que eu mesmo?

Quem não tem curiosidade para ver como será seu rosto daqui alguns anos? Ou como você seria no sexo oposto? Confesso que isso até parece ser bastante divertido, porém assim como outras soluções, pode representar um risco de segurança e a exposição dos seus dados.

O FaceApp foi criado pela empresa russa Wireless Lab, o aplicativo basicamente utiliza IA – Inteligência Artificial para analisar rostos e realizar suas devidas transformações, como troca de gênero, mudança de cor dos olhos, causar o envelhecimento, entre outras mudanças possíveis. Porém, grande parte das pessoas, não conhecem os riscos que estão sujeitos, pois o app pode coletar alguns dados como: histórico e informações de redes sociais, caso o login seja feito pela plataforma, fotos utilizadas, dados da sua navegação online como sites, entre outras informações.
O app voltou a ser utilizado agora em 2020, com fotos de famosos nas redes sociais, porém, em 2019 o mesmo participou de diversos debates sobre privacidade, inclusive o senador norte americano Chuck Schumer solicitou ao FBI que fosse investigado qual era o uso dos dados por parte da empresa. No mesmo ano, o Procon-SP decidiu multar no valor de R$17,7 milhões a Google e a Apple, pela responsabilidade de oferecer o serviço em suas lojas
virtuais, serviço este que estava em desacordo com a legislação brasileira.

De acordo com o analista sênior de segurança da Kaspersky, Fabio Assolini, o app não possui nenhum item malicioso. No entanto, pelo fato da tecnologia de reconhecimento facial, que permite as edições na face ser uma ferramenta usada principalmente para a autenticação de senhas, o usuário deve ter bastante cuidado ao compartilhar sua imagem com terceiros. “Temos que entender essas novas maneiras de autenticação como senhas, já que qualquer sistema de reconhecimento facial disponível a todos pode acabar sendo usado tanto para o bem quanto para o mal”, alerta o especialista da Kaspersky.

Obviamente que o Faceapp não é a única solução na qual estamos expondo nossos dados, apesar do consentimento do usuário ao iniciar sua jornada. Outras plataformas já sofreram ou ainda estão em processos judiciais devido à exposição/vazamento de dados, como o grande e conhecido Facebook, que foi responsável pelo compartilhamento de dados pessoais de seus usuários com gigantes da tecnologia, segundo informou o jornal “The
New York Times”.

Sendo assim, de fato, estamos vulneráveis a uma série de situações devido a exposição dos nossos dados, este é um dos motivos da intensificação da Lei Geral de Proteção de Dados, que visa regular o tratamento de dados pessoais.

Vale como alerta à nós como usuários, ficar atentos às mais diversas plataformas e antes de nos cadastramos pesquisar como nossos dados são ou serão utilizados na mesma. Assim correremos menos riscos quanto à
exposição dos nossos dados por aí.

Por Victor Carreiro

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