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Estamos prestes a adotar a tecnologia 5G, que terá entre uma das principais aplicações a comunicação entre equipamentos e endpoints, ou seja, câmeras ligadas na rede, celulares com acesso à internet e até carros autônomos. Porém, quando se fala em desenvolvimento tecnológico, é necessária a avaliação dos possíveis riscos que podem existir para mitigá-los no presente e não gerar preocupações para o futuro.

O exemplo do ápice da discussão referente a essa tecnologia foi a acusação de possíveis casos de espionagem por meio das redes 5G. A China, segundo os Estados Unidos, estava disposta a disseminar o padrão tecnológico afim de espionar os dados daqueles que a adquirissem. Em contrapartida, a China rebateu as acusações dizendo que a investida dos americanos visa barrar seu crescimento tecnológico.

E, para pôr mais lenha nessa fogueira, o executivo da Huwaei nos Estados Unidos disse que existem pelo menos cinco nações no mundo com a capacidade de implantar funcionalidades escondidas e malwares em hardware e software. Então, bloquear a Huawei não iria resolver o problema. Será essa a guerra fria dos novos tempos?

Mas, além dessa preocupação de ordem mundial com a espionagem, devemos estar atentos a outras possíveis ameaças relacionadas à cibersegurança, que trazem preocupações próximas à realidade das empresas e dos cidadãos comuns.

A percepção de alguns especialistas é que o aumento na quantidade de equipamentos interconectados por meio das redes trará um crescimento do número de tentativas de invasões e de fraudes. Entre eles, a proliferação de phishings (tentativas criminosas de captura de dados pessoais), malwares (softwares mal-intencionados destinados a se infiltrar nos computadores e celulares) e até os DDoS (Distributed Denial of Service), uma espécie de ataque a servidores que os deixam indisponíveis.

Além disso, ainda há os hackers cada vez mais bem equipados e preparados que acarretam o aumento significativo do risco de ataques cibernéticos focados em endpoints.

O aumento das vulnerabilidades poderá vir paralelo ao aumento de velocidade, à capilaridade e às diversas plataformas tecnológicas que estarão interrelacionadas, fazendo com que a capacidade de controle e o tempo de ação corretiva acabem sendo reduzidas, pelo menos no curto prazo. O fato é que, como os endpoints se tornarão cada vez mais receptores e transmissores de dados, também serão cada vez mais vislumbrados pelos hackers para a captação de informações.

Entretanto, toda mudança tecnológica vem acompanhada de precauções e ferramentas necessárias para proteções de dispositivos e de dados. As precauções já existentes no dia a dia como o uso de redes seguras, senhas inteligentes e dispositivos confiáveis deverão estar mais alinhados do que nunca a ferramentas de criptografia, de firewalls e de softwares antivírus a fim de mitigar ameaças e bloquear qualquer risco calculado.

Apesar dessas preocupações citadas acima, podemos dar um voto de confiança a essa revolução nos meios de transmissão de dados, que estão aí para contribuir na formação de uma sociedade cada vez mais conectada e informada, com melhores opções de conexão e de serviços, além da criação de novos mercados, empregos e preferencias e de diversos nichos de mercado.

Não tenha dúvida de que a avenida de acesso ao sucesso das novas empresas será a via de dados móveis 5G. O progresso é inevitável. Basta nos prepararmos para consegui-lo e a atualização, seja de aplicativos, como de nossas mentes, são as melhores medidas para recebê-lo e não ficarmos para trás ou então expostos a riscos.

Por Evandro Brito é consultor especialista em segurança empresarial na ICTS Security, consultoria e gerenciamento de operações em segurança, de origem israelense.

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