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5 dicas eficazes para ter sucesso na gestão de times em tempos de crise e trabalho remoto

O contexto atual, devido à propagação do novo coronavírus, fez com que as empresas de todo o mundo adotassem o modelo home office entre os seus colaboradores. Embora o trabalho à distância seja um desafio na cultura organizacional e uma realidade muito distante em algumas companhias, gestores tiveram que acelerar a adesão ao home office para garantir estabilidade nos negócios. Com este cenário, surgem novos dilemas inerentes ao ambiente corporativo, como por exemplo, manter os funcionários engajados, estimular a produtividade e gerenciar as atividades da equipe.

Na visão do especialista Daniel Costa, CMO & Customer Success do Grupo BWG – empresa de tecnologia com foco em soluções para o RH, é um grande desafio fazer a gestão de times de alta performance em meio à uma crise e à distância. “O nosso papel como líderes é proporcionar ao colaborador o sentimento de liberdade e autonomia para garantir melhores resultados. O correto é humanizar o processo ao invés de impor uma metodologia repressiva e autoritária”, afirma.

Para preparar os gestores e ajudá-los a lidar com a situação, o especialista compartilha algumas dicas.

1. Não leve o trabalho para casa (e vice-versa) 

A obrigatoriedade do modelo home office dissolveu tecnicamente a ideia do que é o espaço de trabalho e o ambiente familiar. Contudo é necessário manter os limites estabelecidos entre os dois universos, principalmente, no que diz respeito a estender as atividades corporativas para casa e vice-versa. Trabalhar em casa requer disciplina em todos os sentidos, portanto, o primeiro passo é ter objetivos claros durante a rotina de trabalho, embora, às vezes, seja inevitável pensar em problemas pessoais ou resolver pendências do trabalho. No modelo home office é importante cumprir horários, estabelecer metas e planejamentos. Se numa situação específica for impossível atender os prazos no dia seguinte, cumpra a missão, mas não torne o processo uma rotina. Caso isso aconteça, reveja o motivo e reorganize-se para encerrar o trabalho no horário habitual. Diante das pendências familiares, a dica é programar o final de semana e ter compromissos com a família regularmente. Cumpra as atividades domésticas durante os intervalos ou após o expediente. O ideal é garantir o equilíbrio mental e afetivo para que os dois espaços fluam com harmonia. 

2.    O ambiente virtual é uma extensão do ambiente real

A distância aumenta a necessidade de trocas de informações e acentua o desejo de aproximação entre as pessoas. Manter a informalidade é a palavra-chave para entender o ambiente virtual x ambiente real. Para contornar a situação imposta pelo isolamento social, garantir momentos informais, como dar espaço para tomar o tradicional “cafezinho”, reativa a conexão entre os colaboradores. E mais, alinhar o diálogo individual, o método one-on-one, na perspectiva de engajar as pessoas. Isso fortalece a relação com o time, mesmo que através de conferência, por isso é indispensável para o desenvolvimento da performance do colaborador.

3. Está todo mundo no mesmo barco

A quarentena aflorou nas pessoas uma sensibilidade fora do comum. A liderança por sua vez, nesse contexto, não pode se configurar como uma gestão cerebral. É a oportunidade de valorizar o profissional e priorizar o bem-estar de todos. Usar a sensibilidade com inteligência e usar a inteligência com sensibilidade é a fórmula para estabelecer a empatia na empresa, sobretudo quando se lidera uma equipe. O gestor deve compreender que os colaboradores são os responsáveis por conduzir e garantir a sobrevivência do negócio. Mas a integridade desses profissionais não está em jogo ou é inferior a demandas do mercado.

4. Administre a ansiedade ou a ansiedade administrará você

Sem a possibilidade de atender clientes ou colaboradores presencialmente, o trabalho remoto trouxe algumas mudanças, como o acesso contínuo a novos mecanismos tecnológicos. Entre eles, as exaustivas reuniões, através de conferências. Algumas empresas passaram a realizar excessivamente reuniões nesse formato, além de exigir maior produtividade – fator crucial para aumentar a ansiedade em algumas pessoas já que trabalhar remotamente cria uma pressão de ter que parecer ocupado a todo o momento. Por outro lado, na jornada de trabalho algumas pessoas esperam o feedback das pessoas com quem convivem no ambiente corporativo e não contar com isso impulsiona o sentimento de solidão. O apoio e união da equipe reduz consideravelmente o nível de estresse e potencializa o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas.

5. Trabalho remoto não exige mais controle, exige mais confiança

O grande desafio das empresas diante do trabalho no modelo home office é manter o comprometimento dos colaboradores. Embora haja uma comunicação contínua entre gestores e equipes, a supervisão do colaborador aumentou diante do novo contexto. A autogestão bem apurada é necessária, mas, acima de tudo a confiança é o alicerce das relações na equipe. Vale a pena investir na educação, incentivar a liberdade e autonomia dos colaboradores. Embora não seja simples, a confiança por parte dos gestores deve se encaixar na nova cultura de transição corporativa que o mundo adotou no cenário atual.