Tóquio 2020: as inovações em marketing digital

Inteligência artificial, OOH e streaming são algumas das ferramentas que vão transformar a interação entre público, esporte e marcas

empresa californiana de inteligência artificial GumGum desenvolveu um “guia para anunciantes” no qual antecipa algumas das principais tendências em marketing digital que estarão em destaque nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. A empresa lembra que uma variedade muito maior de dispositivos, canais e aplicativos estarão à disposição dos publicitários, na comparação com Rio 2016.

Crédito: Divulgação

No guia, a empresa mostra como tecnologias avançadas têm gerado alternativas em vez de patrocínios muito caros, às vezes com impacto e alcance limitados. Nesse contexto, inovações em mídia programática, cruzada com análise modular por A.I. pode melhorar a hiper-segmentação de estratégias sem ferir princípios de privacidade de dados e segurança de usuário. Tecnologias de machine learning poderão cruzar os melhores atletas, modalidades, eventos, países e locais de provas que melhor combinam com as estratégias de suas marcas, segundo o público que desejam atingir, de modo mais relevante.

Guia para Anunciantes da GumGum (em inglês) destaca que os principais canais a se aproveitarem desse contexto deverão ser:

– OTT / streaming: não só as redes de TV vão transmitir ao vivo evento por múltiplos canais, incluindo a internet, como a própria torcida vai fazer isso o tempo todo, em tempo real. A entrega digital permitirá que os profissionais de marketing direcionem seus anúncios não apenas segundo dados demográficos, mas também contextualmente para encontrar a peça criativa que funciona melhor com diferentes tipos de conteúdo, otimizando sua estratégia.

– Digital out-of-home: pela primeira vez a tecnologia programática deverá trazer capacidade real de direcionar inventário em OOH com base em fatores como padrões de tráfego de pedestres, hora do dia e até mesmo as principais notícias. Portanto, se um atleta dentro do seu plano de patrocínio conquista uma medalha que não era aguardada, você poderá literalmente estar na rua imediatamente com sua mensagem.

– Cidade conectada: Mais do que algumas cidades russas na Copa do Mundo de 2018, Tóquio quer ser a primeira smartcity hiper-conectada a receber um evento esportivo. Robôs estarão em todos os lugares: recebendo turistas nos aeroportos e hotéis, auxiliando com informações sobre os locais de prova e testando alguns veículos autônomos. Alguns deles poderão começar a testar suas habilidades como garotos-propaganda.

– Brand safety: Ferramentas de análise natural de linguagem, poderão facilitar que o anunciante veicule suas peças relacionadas a certos temas, como natação, por exemplo, sem correr riscos de ser veiculada junto a uma eventual notícia ruim, como uma estrela detectada no dopping, por exemplo. Além de entendimento textual, essas soluções de brand safety podem analisar imagens, objetos e áudios.

– Métricas mais precisas: profissionais de marketing terão à disposição tecnologias de mensuração de resultados mais evoluídas. Novas soluções em A.I. e ferramentas anti-fraude esperam diminuir o inventário desperdiçado para menos de 40% (hoje a média é 60%).

– E-sports: ainda não fazem parte dos jogos, mas os games terão uma enorme presença em Tóquio. Um dos fornecedores vai construir uma arena de eSports de 12 andares no coração da cidade.

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