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Service Providers – Uma breve visão de mercado

Por Wallace Rodrigues Wanderley

Loucos ou Visionários?

Desde os primórdios das redes discadas e sem fio, os chamados de provedores de acesso a Internet, hoje mais conhecidos como provedores de serviços regionais (Service Providers) sempre primaram pela pesquisa de soluções para atender de forma barata e eficiente o seu mercado regional.

Por muito tempo, foram preteridos pelos fabricantes de soluções, principalmente pelo fato de serem empreendedores com ideias pouco convencionais e por necessitarem, quase sempre de investimentos e condições comerciais muitas vezes pouco comuns para o mercado de telecomunicações.

Hoje, esses visionários do mercado residencial, são muito disputados por grandes empresas, principalmente por serem pioneiros em um mercado que poucos conseguiam detectar.

Consolidação do Mercado

Segundo a pesquisa Facebook Internet.org, cerca de 70,5 milhões de brasileiros não têm acesso à Internet. Esse cenário certamente representa uma oportunidade, o Brasil ocupa a 7ª posição em banda larga no mundo e a estimativa é que cresça 60% até 2020.

Das 30 milhões de casas com banda larga fixa, 4,5 milhões recebem a Internet pela fibra ótica.

Desse total, as prestadoras de serviço regionais levam o FTTH para 2,03 milhões, ou seja já representam 47% do mercado. Para presidente da Abrint, Basilio Peres, em dois meses as provedoras de serviço regionais já passarão as grandes nessa tecnologia. (Telesintese – 28/09/2018).

Isso provavelmente já deve ter acontecido hoje.

Nem tudo são flores

Logicamente, esse mercado ainda apresenta muitos desafios técnicos, operacionais e de negócios onde, para competir no voraz mercado das consolidadas operadoras tradicionais, os Service Providers precisam estar sempre atentos a melhoria de níveis de serviços, segurança de rede, congestionamentos de redes, tráfego peer-to-peer, vídeo over the top (para mencionar alguns);

A evolução do mercado exige mais conhecimento de negócios, e controle mais próximo do planejamento, pois a concorrência pelo usuário residencial e o aumento das redes celulares (4G, LTE) têm resultado em declínio da receita média. Além disso o investimento de tecnologia deve ser centrado em objetivos de longo prazo, pois é necessário gerar novas fontes de receitas com novos serviços, construir uma marca confiável, sem esquecer do controle dos custos, regulamentação, evasão de cliente, e não menos importante, capital para investimento em tudo isso.

Tecnologia x Demanda

A tecnologia tem apresentado ótimas oportunidades para esse mercado, os custos com fibra, infraestrutura, equipamentos têm diminuído devido ao grande numero de soluções disponíveis.

Os usuários, por sua vez, estão cada vez mais demandando novos serviços e a tecnologia tem acompanhado de forma satisfatória. Hoje existem soluções que permitem oferecer serviços como apps de notícias, TV, música, conteúdo e além do básico que é o serviço de dados (Internet);

População Offline

Para conseguir conectar a população offline e melhorar os serviços daquelas que estão insatisfeitas, os Service Providers necessitam conhecê-los e entender exatamente o que precisam. E, assim, criar serviços com valor, adequados àquelas demandas de acordo com cada perfil. Além, é claro de investir na infraestrutura necessária para estender os serviços até os pontos mais remotos.

Consolidação…

É inegável! As fusões e aquisições estão indo de vento em popa para esse mercado. Segundo o site especializado PontoISP (Lia Ribeiro), grandes investidores já adquiriram ou estão em processo de aquisição de service providers regionais de médio e grande porte. Alguns destes investidores almejam ter 500 mil usuários em menos de 3 anos, o que só é possível através de fusões ou aquisições.

Há que se pensar o seguinte: A revolução trazida pelos primeiros isp, que lutaram para alcançar serviços melhores e mais próximos aos clientes, com custos mais acessíveis ao consumidor e com atendimento diferenciado serão levados em consideração quando o universo atual de aproximadamente 6 mil provedores for reduzido a poucas dezenas de empresas controlando o mercado em um futuro próximo?

Por Wallace Rodrigues Wanderley 

 

Especialista no mercado TIC, no desenvolvimento de modelos e estratégias de negócios em telecomunicações, FTTH, infraestrutura de TI e CFTV. Engenheiro de Telecom/Inatel.
Business Manager | Negócios
linkedin.com/in/wallacerw

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