O que é real? Nós ou o Mundo Virtual?

por Mauro Rocha

Aldeia Global, ciberespaço, Matrix e a Comunicação

Advertência: leia esse artigo sem seu véu de avatar criado pelos conceitos do título acima

A Sociedade pré-revolução industrial e tecnológica mantinha, e ainda mantém, níveis que preocupação observados por Abraham Maslow em níveis de suas necessidades. A pirâmide concebida por ele nos anos de 1950 elenca graficamente a ordem de importância de atendimento das prioridades humanas. Para cada superação de estrato de satisfação, com as necessidades infra atendidas, o nível de preocupação passava a ao andar superior e assim sucessivamente. 

 Vale dizer que no mundo real tudo que envolve o desenvolvimento pessoal cognitivo era bem traçado e delineado com ascensão ao degrau superior, motivado por conquistas de cunho intelectual e financeiro. A própria essência desse modo de viver, e que precedeu Maslow, foi traçado por René Descartes (século XVII), pai da filosofia moderna com o seu indefectível “penso, logo existo”. Dístico este que configura o diferencial do ser humano. Era a representação máxima do iluminismo.

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Contudo, como nada é relativo ou relativizado, as teorias e observações humanas foram se modificando com o passar dos tempos e chegamos à Revolução Industrial com suas formas e processos fabris de meios e métodos de produção, que por certo trouxeram avanço tecnológico. A Comunicação sempre presente a guiar os processos e as suas contradições, e por meio dela, os filósofos usavam seus argumentos de contestação ou aclamação.

Todavia, ainda era previsível que a mesma tecnologia a proporcionar uma guinada de 180° nos usos e costumes da humanidade iria fazer conexões dos diversos cidadãos do globo, por meio de processos de comunicação intermediados por aparelhos capazes de, em tempo real, levar mensagens escritas, imagens ou mesmo vídeos instantâneamente – lembra da transmissão da chegada do homem à Lua? (para os mais velhos)

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Aldeia Global

Na década de 1970 o sociólogo e filósofo Marshall McLuhan, por meio de seus estudos e observações cunhou duas importantes frases “o Meio é a Mensagem”, percebendo o impacto dos meios de comunicação de massa e tecnologias disponíveis tinham sobre a sociedade. Ou seja, a mensagem não dependeria muito do seu emissor, mas do meio pelo qual ela era transportada. A outra frase, talvez profética para a época era a “Aldeia Global”, antevendo o potencial de conexões humanas possíveis por meio da tecnologia da época (bem antes da Internet).

Até aqui os processos de “penso, logo existo” e a “Pirâmide de Maslow” fazem todo o sentido, uma vez que a humanidade ainda mantinha os pés no chão – num sentido fluídico da expressão (afinal desde Santos Dumont este – humano – já voava).

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Ciberespaço

Pierre Lévy, nascido na Tunísia, portanto cidadão francês e hoje radicado no Canadá, é dos principais teóricos da era informacional, de alta tecnológica e suas implicações na sociedade. Depois de seus estudos publicados, “Cibercultura”, “Inteligência coletiva” e sobretudo, após a obra “O que é Virtual?”, podemos afirmar que os conceitos relativos à Pirâmide de Maslow e ao “penso, logo existo” sofreram uma grande ruptura e promovem debates acalorados na academia. Pierre Lévy ousou com a pergunta: “Penso, será que existo?” e esse fundamento foi ponto de partida para a obra cinematográfica Matrix, com a possibilidade do personagem Neo poder optar por uma pílula azul ou vermelha, em que uma o levaria a sua condição social de busca de suas necessidade sem muito perceber o que ocorre ao redor e a outra o levaria a um universo desconhecido e que responderia todas as dúvidas humanas sem muito perceber a própria existência e realidade ou mesmo sem compromisso com atendimento de necessidades pontuais. 

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E agora? Como pensamos o mundo atual com essas colocações? O que é real e o que pode ser virtual nos dias de hoje. Neo, tomou a pílula certa? Fez a melhor opção? Pierre Lévy e sua cibercultura nos dão pistas de comunicação do que é considerado um ser existente nesse início de século XXI.

A adoção de avatares, nossa forma de agir e pensar no ciberespaço (Virtual/Redes Sociais) podem ser o ponto de partida para o entendimento humano e social em época de Facebook, Instagram, selfie, iPhones, Google, e a World Wide Web.

Como você se comunica? Como você se posiciona? Como você pede comida? Como você se desloca nos meios urbanos? Você é Real? Vivemos na Matrix ou em uma Aldeia Global? Há necessidades a serem atendidas? As fronteiras existem? Um muro pode separar o México dos Estados Unidos?

Para todas essas perguntas um processo de comunicação eficaz e planejado pode furar qualquer bloqueio, não acredita? Busque informações e estude o processo da Cambridge Analytica, do WikiLeaks ou mesmo assista à série Mr. Robot. 

Pode ser que encontre indícios da Aldeia Global, Ciberespaço e Matrix!

Por Mauro Rocha

Mauro Rocha, Jornalista, RP e Curador de Marcas. Tem experiência profissional adquirida em empresas de comunicação atuando nas áreas de desenvolvimento de projetos, planejamento, implantação de processos de comunicação, relacionamento com Imprensa, Gestor de Crises, Consultoria e assessoria política em campanhas eleitorais Presidenciais e proporcionais. Sócio proprietário da DAAZ Comunicação.

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