O impacto do conhecimento

Paul Romer já mostrou, matematicamente, como a inovação vira crescimento. Agora, pede a empreendedores e governantes que imaginem como tornar suas cidades mais hospitaleiras às boas ideias

O economista Paul Romer, professor na escola de negócios Stern, na Universidade de Nova York (NYU), fez muito barulho em 2018. Começou o ano deixando o cargo de economista-chefe do Banco Mundial, depois de criticar publicamente o trabalho da própria instituição (Romer sugeriu que haveria, entre profissionais do banco, má vontade ideológica ao avaliar o ambiente de negócios do Chile sob o governo da socialista Michelle Bachelet). Depois, em outubro, ganhou o maior reconhecimento de sua área — o Prêmio Nobel de Economia. Romer, americano de 63 anos, deu aulas nas universidades da Califórnia em Berkeley, de Chicago e Stanford. Ele expandiu nossa compreensão sobre a importância do progresso tecnológico. Mostrou, matematicamente, que ideias são bens “não rivais” (a mesma ideia pode ser usada por todos que quiserem, sem que ela necessariamente perca valor) e como elas se encaixam no modelo de crescimento econômico mais aceito. Depois de desenvolver essa linha de pesquisa nos anos 90, o irrequieto Romer se empenhou no estudo econômico das cidades — a trajetória de Hong Kong o impressiona muito — e criou em 2010, na NYU, o Projeto de Urbanização Stern, para que pesquisadores, empreendedores e gestores públicos discutam como inovar na organização urbana.

 

Fonte: Época Negócios

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