Nextel, Claro e fim da guerra dos preços: setor de telefonia se consolida

A participação de mercado da Nextel não é tão relevante a ponto de movimentar profundamente o mercado, mas garante à Claro uma chance rara de ganhar espaço

A compra da Nextel Brasil pela dona da Claro, a mexicana América Móvil, traz ainda mais consolidação para um mercado já maduro. Com concorrência menos acirrada e a melhora da economia, os preços dos planos de telefonia celular tendem a aumentar, segundo especialistas ouvidos por EXAME.

O negócio, fechado por 905 milhões de dólares, ainda depende da aprovação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), bem, como deliberação em assembleia dos acionistas da NII Holdings, que era controladora da Nextel Brasil.

A participação de mercado da Nextel não é tão relevante a ponto de movimentar profundamente o mercado de telecomunicações, mas garante à Claro uma chance rara de ganhar espaço de forma inorgânica.

A Nextel tem cerca de 1,5% das linhas de celular do país, cerca de 3 milhões de clientes, enquanto a líder do setor, a Vivo, tem cerca de 73 milhões de clientes em celular, segundo a consultoria Teleco.

A Telefônica Vivo tem cerca de 32%, a Tim, cerca de 24,4% e a Oi, 16,4%. Com a compra, a Claro passa de 24,6% a 26% do mercado. “Ela chega indiscutível ao segundo lugar no mercado, depois de competir cabeça a cabeça com a Tim”, afirma Eduardo Eduardo Ribeiro Silveira Guimarães, especialista da corretora Levante.

 

Por Karin Salomão 

Fonte: Exame

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