Market Place -O “mal comercial” do século

por Fernando Calil

Ao longo dos ultimos 22 anos de minha carreira, dediquei-me a equalizar o preço nos diversos canais de venda para que o produto chegasse para consumidor final com o menor desvio padrão possível.

Dessa forma, “ganharia” a venda quem tivesse melhor competência comercial, logística, financeira, etc.. ou se diferenciasse de alguma outra forma para o consumidor final que não fosse o preço.  Pelo texto percebe-se que minha formação é “cartesiana” e como um bom engenheiro não foi fácil resolver essa “inequação mercadológica”.

Ao longo desses anos passamos por diversas evoluções tecnológicas de produtos/serviços. Tudo ia bem até surgir o famigerado “Market Place”.  Lembro-me que um amigo que atuava com Automação Residencial me contou sobre essa nova modalidade de vendas em 2011 no Brasil. No começo achei um pouco confuso e depois desses 6 anos acompanhando essa forma de vender continuo achando ainda mais confuso.

Nessa modalidade não se tem muito lastro da cadeia de abastecimento. Os canais tradicionais – Industria, Distribuidor, Varejo e Consumidor Final se fundem e se confundem. Na regra mais elementar da economia é a lei da oferta e procura, que se aplica em todas modalidades de vendas. No market place vejo um mecanismo tendencioso…

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por Fernando Calil

Gerente de Canal Varejo e Distribuição – Brasil

Especializado no departamento comercial (Vendas, Marketing e Inteligência Competitiva), principalmente no mercado de IoT, Automação Residencial e Materiais Elétricos.

Engenheiro de Produção formado na POLI – USP com MBA em Gestão Empresarial na Fundação Getúlio Vargas.

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