Dinheiro não é tudo

Por Fernanda Catalano

O ser humano atravessa a vida dedicando- se a evitar sofrimentos e obter prazeres. E, no meio disso tudo o dinheiro ocupou o principal objetivo de muitos, quando foi inventado, tinha a finalidade de facilitar as trocas. É que, antes de seu surgimento, a única alternativa era o famoso escambo.

Assim, com a invenção de um padrão, o mundo ficou mais prático. Só que o homem ganhou algo meio difícil de lidar, pois o valor do dinheiro não é absoluto, é também relativo – o que gera algum desconforto, pois tudo o que é relativo terá grandes variações entre as pessoas, dessa forma, o dinheiro não é uma coisa boa nem má. O bom e o mau vêm do que é feito com o dinheiro e não dele mesmo.

É possível aprender a lidar com o dinheiro para que ele não se transforme em um objetivo em si e nem seja considerado algo de importância menor? Sim é o que os americanos chamam de “ financial literacy”; algo como “ alfabetização financeira”, ou desenvolver uma competência pessoal que permite à pessoa lidar bem com o dinheiro, sem supervaloriza-lo nem menosprezá-lo. Às crianças deveríamos , sim ensinar desde cedo a importância de que o “vil metal” – que de vil não tem nada – em nossa vida.

Outra boa expressão americana é “make money”, ou “fazer dinheiro”, em contraposição a “ganhar dinheiro” E é essa lição mais importante, pois o trabalho é o único caminho para produzir as pedras de sal que precisamos para comprar tudo o que irá atender nossas necessidades e desejos. Que pensa diferente disso, infelizmente será penalizado, sejam pessoas ou empresas que resolvem faturar a partir de operações financeiras e acabam afastando- se de sua verdadeira razão de ser.

Não, o dinheiro não é tudo, o ser humano é capaz de produzir muito mais que cifrões, valores contábeis e cartas de crédito. Do humano veio a arquitetura, a música, a poesia, a medicina. O que precisamos é aprender as dimensões de nosso comportamento em que habita o dinheiro. A primeira dimensão é saber ganhar. A segunda é saber gastar – e aqui entra a logica muito simples e tão desprezada, de não se gastar mais do que se ganha.

Mas isso é outra conversa…

Fernanda Catalano
Consultora empresarial – headhunter
Formada em Filosofia, mestra em ciências da religião pela PUC
Pós-graduada em psicologia fenomenológica e gestão estratégica de pessoas

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