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A relevância das empresas startups nos dias de hoje

Com o avanço da civilização, novas tecnologias e novos métodos de trabalho vão surgindo. A humanidade sempre ansiou por avanços tecnológicos e novidades em geral. Tendo como base o desenvolvimento da roda por civilizações antigas até os progressos impressionante dos dias atuais.

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O mesmo aconteceu com o mercado de trabalho. Desde os tempos antigos, a humanidade empregou diversas formas de aproveitar a mão de obra. Passando por civilizações antigas que utilizavam mão de obra escrava como por exemplo, os egípcios quando construíram as pirâmides. Depois outras civilizações foram surgindo e com elas veio o aumento substancial do comércio interno e externo. Dessa época, podemos tirar como exemplo, as civilizações que compunham toda a região do mar mediterrâneo tais como os romanos, egípcios, fenícios, os cartaginenses, entre outros. Essas civilizações citadas tiveram progressos expressivos com o comércio e, em alguns casos, com o uso mão de obra escrava.

No pacífico, o império chinês já era uma grande potência. Apesar de ser um estado dividido na época, os chineses já tinham um poder militar e comercial imenso e comercializavam com muitos lugares do mundo conhecido, incluindo o oriente médio, a África e a Grécia. 

Saindo do período do império romano, as civilizações evoluíram até a idade média onde método da vez era o feudalismo. Sistema esse que os trabalhadores serviam a um senhor feudal, ou rei, utilizando a terra cedida por esse. Ou seja, aqueles que compunham a base da pirâmide social como os agricultores, comerciantes, artesãos, etc; eram subordinados a um regente que dominava não só a região em que viviam, mas também suas vidas. Muitos deles não podiam sair de suas regiões, ou feudos, sem a expressa autorização do rei, ou do senhor feudal.

No século 19, tivemos a revolução industrial. Período esse que ouve uma explosão de bens manufaturados. Além disso, ouve uma mudança dramática nas relações de trabalho. Sociedades inteiras saíram do sistema feudal e entraram numa era de industrialização massiva que muitas vezes explorava demasiadamente sua mão de obra.

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O grau de exploração era tão alto que começaram a surgir sindicatos dos trabalhadores e os primeiros movimentos socialistas. Desses movimentos podemos destacar o comunismo, amplamente divulgado por filósofos como Karl Marx através de seus livros como, por exemplo, O Capital. 

Dessa época também podemos destacar o período Vitoriano. Cuja rainha inglesa, Vitória, promoveu a industrialização em massa por todo o império inglês, o maior da época que abrangia não só o território da Grã-Bretanha como também vastas regiões da África, do Oriente Médio, da Índia e também as américas central e latina.

Os anos 1900 foram o período mais impressionante da história da humanidade. As primeiras décadas desse século ainda imperava os ares vitorianos no comportamento das pessoas e na moda em geral. O setor produtivo, já totalmente tomado por grandes industrias, começava a se consolidar com uma potência a parte. Sendo que muitos empresários e industriais rivalizavam em poder e dinheiro com alguns governos.

Na segunda metade do século 20 começou a surgir aquela que talvez seja a revolução mais importante da nossa história, a revolução digital. Com o surgimento dos primeiros computadores para fins militares, não demorou muito para que todos os cidadãos tivessem acesso e usufruíssem dessa novidade.

Com a revolução digital surgiram também diversos novos ramos e postos de trabalho que passaram a ser de extrema necessidade para a manutenção de uma sociedade moderna e dependente de informação como a atual. Cargos como processamento de dados, programação e análise de sistemas eram impensáveis no início do século. Uma prova da evolução absurda que houve nesse período. 

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A Internet como a conhecemos hoje, teve início nesse período. Inicialmente como uma rede de pesquisas militares dos EUA, ARPANET, que logo em seguida passou a ser usada massivamente nas universidades americanas.

Não demorou muito e logo essa novidade passou a ser usada por pessoas comuns dentro suas casas, bastando para isso ter um telefone e um modem instalado em seus computadores.

Com o advento da Internet, começou a surgir grupos e “submundos” digitais onde os usuários compartilhavam diversas informações e até mesmo praticavam crimes.

A partir da segunda metade dos anos 1990 em diante. A Internet passou a ser globalmente utilizada em massa. Como uma onda, logo entrou no gosto popular e todo mundo passou a utilizá-la para os mais diversos fins. Entre eles, o comércio digital.

É aí que surgem as Startups. Empresas cujos nomes caíram no jargão popular iniciaram como Startups, algumas delas em garagens e fundos de quintal. Nomes como Google, Amazon, Yahoo, etc; seguidas por empresas focadas em redes sociais como o Facebook, Instagram, etc. Todas elas se tornaram ícones da atualidade e bastante influentes.

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O súbito progresso da Internet testemunhado nos últimos anos nos propiciou um novo mundo onde podemos fazer muitas coisas que antes só podíamos fazer presencialmente como ir nos bancos pagar contas, trabalhar fora de casa, etc.

Cada vez mais vivemos conectados. Não há mais saída. Ou nos adaptamos ou seremos ultrapassados pelas novidades tecnológicas.

O conceito de Startup possibilitou que serviços e produtos anteriormente oferecidos por grandes empresas, também passassem a ser oferecidos por pequenos empreendimentos, muitos deles com somente um proprietário e funcionando a partir de um pequeno espaço físico.

Antigamente para pedir uma pizza, que telefonar para a pizzaria e escolher diretamente com o atendente. Muitas vezes não tínhamos em mãos o cardápio do que era oferecido pelo estabelecimento, acabando por perguntar ao atendente o tipo de pizza que eles ofereciam, seus recheios e o preço. Isso acabava por sobrecarregar a linha telefônica, impedindo até mesmo a ligação de outros clientes. Quantas oportunidades de negócios não foram perdidas dessa forma?

Atualmente, por meio de um aplicativo de celular como o iFood, temos tudo nas mãos. Sem precisar falar nada, e nem usar dinheiro físico, basta fazer alguns cliques no app e pronto, a Pizza já está a caminho. Toda essa facilidade foi propiciada por uma empresa que começou como uma Startup.

Com o advento das Fintechs, empresas Startups do ramo financeiro, o que antigamente significava tortura, como as filas em bancos, taxas bancárias, etc; se tornou coisa do passado. Hoje, podemos abrir uma conta bancária num aplicativo como o Nubank em questão de minutos. Todas as funcionalidades de um banco tradicional estão lá. Cartões de débito, crédito, empréstimos pessoais e até mesmo uma espécie de “poupança” que rende 100% do CDI, bastando manter o dinheiro parado lá sem nenhuma movimentação. Só recomendo não atrasar as faturas do cartão de crédito porque, como nos bancos normais, as taxas de juros são exorbitantes. Em alguns casos até mais caras que nos bancos comuns.

A área da mobilidade, essencial tanto nos tempos modernos quanto foi nos tempos antigos, foi uma das mais afetadas com o advento das Startups. Quem imaginava a 20 anos atrás, ou mesmo a 10 anos atrás, que um dia iriamos pedir um motorista para nos levar a qualquer lugar por meio de simples cliques no aparelho celular? É sabido que tínhamos que telefonar para pontos de taxi, ou taxistas independentes para conseguir a mesma coisa. Mas isso significa uma evolução e tanto por meio dos serviços prestados por Startups como o 99 e Uber. E por um preço muito menor.

Ainda no ramo de mobilidade, podemos destacar as Startups especializadas em aluguel de bicicletas e patinetes elétricos. Com o trânsito cada vez mais caótico nas grandes cidades e a preocupação cada vez maior com o aquecimento global, essas Startups garantiram um filão bastante relevante do mercado que perdurará por tempo indeterminado. Dessas empresas, podemos destacar a Yellow e a Grin. Ambas podem ser acessadas pelo aplicativo da Rappi, uma importante empresa Startup que opera no setor de delivery.

Outro ramo que não poderia ser deixado de lado é do bem-estar. Com a quantidade de pessoas cada vez mais interessadas em academias e no ramo fitness em geral, cedo ou tarde uma empresa Startup iria explorar esse filão tão rentável nos tempos atuais. Através do aplicativo Gympass, o usuário pode se exercitar em qualquer academia utilizando somente uma assinatura. Solução essa de extrema importância tanto para os frequentadores quanto para as academias, que enxergaram aí uma nova forma de lucro e aumento de alunos.

Inicialmente concebidas como empresas pequenas e escaláveis, com um modelo de negócio arrojado, voltadas para soluções reais aos consumidores, o modelo de empresa Startup tende a se proliferar cada vez mais nos seus mais diversos ecossistemas até se tornarem a espinha dorsal da economia mundial. Passando para trás grandes empresas e monopólios corporativos. A população, e a bem da verdade a massa consumidora só tem a ganhar com isso.

Enfim, para o avanço da humidade foi necessário “dominar” o fogo; em seguida apreender a “vender” o fogo; depois – para vender em quantidade -, foi necessário trazer “tecnologia” na venda deste fogo, e por fim para vender e atingir este fogo de maneira global foi necessário torna-lo “digital”. Então, vivemos a onda do “fogo digital” as empresa “startups” que são representadas por foguetes unicórnios, justamente por unirem uma tecnologia digital nunca vista antes, com poder de transformar a tudo e a todos.

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Por ÁLVARO BARBOSA DA SILVA JÚNIOR
Advogado, professor, palestrante, apresentador do programa Mundo Startup ABC no canalVoxTV e apresentador do programa Voxcidade no canal VoxTV – alvaro@alvarobarbosaadvocacia.com.br 

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