A locomotiva avança 2.0 – Service Providers, Operadoras e a Consolidação de Mercado.

Por Wallace Rodrigues Wanderley

Diante das atualizações de mercado, percebi que seria muito importante realizar uma atualização do meu artigo publicado no LinkedIn há alguns meses atrás.
Constatei que realmente a locomotiva da consolidação está avançando rapidamente.

Para quem não leu os artigos anteriores, explico novamente: porque a locomotiva? Eu, como um bom mineiro não consigo evitar comparar coisas com “trens”, nesse caso a locomotiva sempre está na frente puxando os vagões e funciona como “drivers” de mercado.

Pois é! Continuando com minhas considerações, informações atualizadas dão conta que as aquisições e incorporações no mercado de Service Providers já chegaram a níveis que preocupam as operadoras tradicionais de telecomunicações e movimentam o mercado.

Depois que a ACON Investiments adquiriu uma serie de service providers, incluindo aí a Sumicity, com a meta de chagar a 600 mil terminais, nasce em Minas Gerais um super sevice provider, a VERO que já chega com 150 mil assinantes, resultado da união de oito providers regionais.

Investimentos nacionais e estrangeiros estão avançando e mudando bastante o cenário brasileiro. Certamente, esse tipo de movimentação tem chamado atenção das operadoras tradicionais.

É a locomotiva está puxando um mercado bastante promissor.

PROFISSIONALIZAR e SER COMPRADO

Já que todo o movimento vem acontecendo e a tendência é a intensificação, os Service Providers estão atentos também a este mercado e estão tomando suas medidas para chamar a atenção dos investidores.

As operadoras se movimentam

Investimentos vultosos vêm sendo realizados pelas operadoras para continuar com a preferencia dos clientes, para tanto, estão investindo em infraestrutura de rede ótica, serviços diferenciados, agregando outras opções de produtos para cada tipo de consumidor. Além disso, estão trabalhando em modelo de franquias, onde a operadora realiza todo o processo de negociação com os fabricantes de soluções FTTH e criam uma lista de preços que é utilizada pelos franqueados para realizar as compras. O franqueado adquire, monta e opera a rede. Relação interessante entre operadora e ISP, tornando-se uma tendência interessante.

Entendendo como o Service Provider atua em sua região, as operadoras utilizam alguns modelos de negócios para criar sinergia e aproximação. É o caso da utilização da infraestrutura de rede instalada do Service Provider para realizar a venda de serviços de streaming de vídeo/TV por assinatura. A operadora entra com capacitação, investimentos em marketing e obviamente o conteúdo de TV. Os ISPs incluem em seus serviços uma alternativa de TV para seus clientes, sem a necessidade de investimento em toda a infraestrutura. Ao passo que recebem da operadora valores para a manutenção dos circuitos e de sua rede. Uma simbiose interessante que tem alcançado muitos ISPs.


É inevitável que as operadoras entrem no jogo das aquisições. Rodrigo Leite, sócio da consultoria Advisia, diz que as Telcos começam a olhar o mercado de provedores regionais de forma diferente, pois não querem ter que negociar esses provedores regionais com valores mais altos no futuro.

Negócios x Qualidade

É incontestável que os Service Providers, apesar de seu volume de investimentos muito menores que as operadoras, ganharam mercado exatamente pelo fato de conseguirem maior capilaridade e por estarem próximos aos seus clientes. Chegaram a locais que não existiam serviço e após amadurecerem, ofereceram também qualidade e serviços diferenciados.

Mantenho meu alerta quanto a qualidade no serviço, pois com o “trem” passando rapidamente e modificando o mercado, é necessário descobrir se os clientes ficarão a mercê de grandes conglomerados, que enxergam muito bem o mercado e às vezes esquecem de quem realmente paga a conta, o próprio CLIENTE.

Possibilidades para o futuro

Os drivers de mercado que estão impulsionando a área de infraestrutura, vão desde serviços triple play para os usuários residenciais aos mercados agrícolas e industriais com o IoT além da Industria 4.0. Até que chegue definitivamente o 5G com sua capilaridade imbatível, há que se explorar as viabilidades de utilização das soluções em fibra também para esse mercado.

Mais uma opinião

Por Wallace Rodrigues Wanderley 

 

Especialista no mercado TIC, no desenvolvimento de modelos e estratégias de negócios em telecomunicações, FTTH, infraestrutura de TI e CFTV. Engenheiro de Telecom/Inatel.
Business Manager | Negócios
linkedin.com/in/wallacerw

 

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